Geovana ficou surpresa por um momento, não esperava encontrá-lo ali.
Ela se aproximou em silêncio e bateu na porta do escritório.
Lucas ergueu a cabeça e, ao vê-la, um traço de surpresa passou por seus olhos, seguido por um sorriso leve: "O que uma jovem herdeira faz na empresa no meio da noite? Veio inspecionar o trabalho?"
Geovana caminhou até a mesa dele e encontrou uma cadeira para se sentar.
Seu olhar pousou no fluxo de dados em sua tela. "Por que você também está na empresa? Chateado com alguma coisa?"
Seu tom foi direto, sem rodeios.
Os movimentos de Lucas pararam por um instante, mas logo voltaram ao normal. Ele fechou o programa que estava testando.
O homem olhou para Geovana, com um tom de brincadeira: "Não sou tão frágil assim, sou?"
Era apenas a perda de um amor sem esperança, não era o suficiente para deixá-lo desolado a ponto de precisar se esconder na empresa para curar as feridas.
Geovana deu de ombros, sem confirmar nem negar: "Quem sabe."
"Só porque você me pegou aqui uma vez, já está me rotulando?"
Lucas sorriu, resignado, mas não havia muito humor em seus olhos. "Eu só acho que a noite é tranquila, ideal para lidar com trabalhos complexos. O teste de dados exige alta concentração, e durante o dia é muito barulhento."
"É mesmo?"
Geovana olhou para ele. "Você só é bom em esconder as coisas."
"Como alguém pode não ficar triste depois de gostar de verdade de uma pessoa?"
Ela conhecia Lucas bem demais. Ele sempre escondia suas emoções profundamente, acostumado a usar o trabalho para se anestesiar, fingindo que nada aconteceu.
Mas a melancolia em seus olhos não podia enganar, e a calma forçada não conseguia esconder a decepção em seu coração.
Lucas foi pego em seus pensamentos, e o sorriso em seu rosto desapareceu.
Ele ficou em silêncio por alguns segundos, sem contestar.
A frase foi dita de forma casual, como uma piada espontânea, mas o coração de Geovana inexplicavelmente acelerou.
Ela não sabia por que havia dito algo assim. Talvez fosse o efeito das emoções noturnas.
Talvez ela realmente quisesse encontrar uma desculpa para escapar dos encontros arranjados intermináveis.
Ou talvez, ao ver a aparência melancólica de Lucas, um sentimento de compaixão mútua surgiu em seu coração.
Lucas também ficou atônito. Ele olhou para Geovana, parecendo não esperar que ela fizesse tal proposta de repente.
Sob a luz, o contorno de seu rosto era suave, seus olhos continham uma expectativa quase imperceptível, mas também parecia ser pura brincadeira.
Ele olhou para Geovana, um sorriso significativo nos lábios: "Uma aliança? Srta. Alves, tem certeza que quer se unir a alguém que acabou de passar por um término?"
"O que há de errado nisso?"
Geovana ergueu uma sobrancelha, ainda em tom de brincadeira. "Você é uma pessoa confiável, extremamente capaz. Casar com você não seria um mau negócio para mim."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...