Gregório balançou a cabeça: "Era o que eu deveria fazer."
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Sófia observou Gregório estacionar o carro com firmeza na garagem da mansão, seus dedos roçando inconscientemente na fivela do cinto de segurança do passageiro.
No banco de trás, Clara estava tão sonolenta que mal conseguia manter os olhos abertos, sua cabecinha balançando para frente e para trás, com um resquício de ketchup ainda no canto da boca.
Gregório desceu primeiro do carro e, ao dar a volta para abrir a porta de trás, seus movimentos foram extremamente leves.
Clara abriu os olhos sonolenta e, ao vê-lo, despertou um pouco mais. Suas mãozinhas apertaram o brinquedo de batata frita que abraçava, e ela murmurou "papai".
Sófia se aproximou, pegou a filha no colo e limpou a mancha no canto de sua boca com a ponta do dedo: "Está exausta, não é? Suba, tome um banho e vá dormir."
Ela ergueu o olhar para Gregório. "Você ainda vai voltar para a Vila Palta mais tarde?"
Gregório levantou o pulso para olhar o relógio. O ponteiro já marcava dez horas.
Ele baixou a mão, sua voz calma: "Não, vou voltar para a empresa para resolver algumas coisas."
Enquanto jantava com Clara, seu celular estava no modo silencioso, virado para baixo na mesa. Agora, a tela já acumulava várias mensagens de trabalho.
Sófia franziu os lábios levemente.
Ela sabia muito bem que, se não fosse pelo desejo de Clara, Gregório jamais teria tirado um tempo para comer essa refeição rápida com elas.
O trabalho acumulado provavelmente se devia a esse jantar.
"Foi por causa do jantar com a Clara que o trabalho se acumulou?"
Ela perguntou. "Se estiver muito ocupado, eu posso ajudar. Já acompanhei projetos semelhantes antes."
Ela fez uma pausa e acrescentou: "Ficar acordado até tarde assim o tempo todo não faz bem para a sua saúde."
Há um tempo, ele passou uma semana inteira na empresa e acabou participando de uma reunião de projeto com febre baixa, seu rosto estava assustadoramente pálido.
Gregório, no entanto, balançou a cabeça e estendeu a mão para pegar Clara de seus braços. A menina claramente se assustou um pouco, seu corpo enrijeceu levemente, mas não se atreveu a resistir.
"Descanse bem. Cuidar da Clara também é cansativo."
Sua voz se suavizou um pouco. "Eu consigo dar conta do trabalho."
Ou durante o jantar, quando ela queria aquele sorvete de casquinha, mas olhou para ele várias vezes com hesitação, só se atrevendo a pedir à garçonete depois que ele assentiu.
Ele, na verdade, notou todos esses pequenos momentos.
Ele respirou fundo: "Desculpe."
O coração de Sófia foi como que atingido suavemente por algo.
Como ela poderia não saber de sua dívida?
Mas o dano sofrido pela criança sempre foi resultado dos mal-entendidos entre os dois adultos.
Ela baixou os olhos e disse em voz baixa: "A criança ainda é pequena, ainda pode aceitar."
Apesar de dizer isso, as lacunas deixadas pelos anos de ausência não eram tão fáceis de preencher.
Gregório parecia ter lido seus pensamentos.
Seu pomo de adão se moveu e ele disse em voz grave: "Tenho tido o mesmo sonho repetidamente estes dias. Sonho com você e com a nossa filha..."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...