Ele acreditava que ela nunca o amou.
Por isso ele fez o que fez com Patricia Almeida.
Toda a sua imprudência se baseava na crença de que ela não o amava.
O coração de Gregório pesou.
Ele baixou o olhar, as emoções turbulentas em seus olhos — dor, remorso, resignação — misturando-se e quase o afogando.
Ele apertou o peito, sentindo o coração como se estivesse sendo agarrado por uma mão invisível, doendo tanto que sua visão escureceu.
Ele se agachou lentamente, o corpo tremendo incontrolavelmente.
De repente, um acesso de tosse violento subiu por sua garganta. Ele instintivamente cobriu a boca e começou a tossir vigorosamente.
"Diretor Pacheco!" Bruno, que o seguia a uma curta distância, viu a cena e correu em sua direção, o rosto cheio de preocupação. "O senhor está bem?"
Gregório acenou com a mão, indicando que não precisava de ajuda.
A tosse gradualmente se acalmou. Ele lentamente tirou a mão da boca e, ao abrir a palma, uma mancha vermelha e chocante apareceu — era sangue.
O rosto de Bruno mudou drasticamente, sua voz tremendo: "Diretor Pacheco, o senhor está tossindo sangue! Precisamos ir para o hospital."
Gregório olhou para o sangue em sua mão com um olhar assustadoramente calmo, como se já estivesse acostumado.
Ele limpou a mão com um lenço de papel, levantou-se lentamente e balançou a cabeça: "É um problema antigo, não é nada."
"Vamos para casa."
"Mas..." Bruno ainda queria dizer algo, mas foi interrompido pelo olhar gélido de Gregório.
"Para casa", a voz de Gregório soou mais firme.
Bruno, resignado, só pôde ajudá-lo a caminhar até o carro.
Ele ergueu a cabeça bruscamente e viu que Gregório, em algum momento, havia aberto os olhos. Ele o encarava com um olhar frio e penetrante, segurando o celular com força.
"Diretor Pacheco..." Bruno entrou em pânico e tentou pegar o celular de volta.
Mas Gregório jogou o aparelho no assento ao lado, sua voz fria como gelo: "Se fizer o que não deve mais uma vez, peça demissão."
Uma frase simples, mas carregada de uma autoridade inquestionável, que fez Bruno congelar no lugar.
Ele olhou para o rosto pálido, porém determinado, de Gregório, e um sentimento de mágoa e raiva subiu à sua garganta: "Diretor Pacheco, por que o senhor é tão teimoso? Seu corpo já está neste estado. Se não for ao hospital para tratamento, algo muito sério vai acontecer!"
Gregório fechou os olhos, ignorando sua agitação, e apenas se recostou no banco, a respiração um pouco ofegante.
Vendo-o assim, os olhos de Bruno ficaram vermelhos, a voz embargada: "Pela Diretora Lopes, para investigar o caso antigo, o senhor já sacrificou demais!"
"O senhor está sempre pensando em proteger os outros, mas já pensou em si mesmo? O senhor não pode viver para si mesmo, nem que seja uma vez?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...