"Eu me responsabilizo."
Sófia Lopes deu um passo à frente e olhou para Vitória Tavares com um olhar firme. "Pelo meu trabalho, eu mesma me responsabilizo."
"Se a Srta. Tavares não precisa de mais nada, nós já vamos indo."
Depois de dizer isso, Sófia pegou a mão de Lucas Dutra e virou-se para entrar no carro.
Vitória ainda queria dizer algo, mas foi contida por Gregório Pacheco.
Vitória mordeu o lábio.
Ela observou o carro de Sófia desaparecer de vista, e a raiva em seu coração se acendeu novamente.
Ela se livrou da mão de Gregório, seu tom de voz insatisfeito: "Gregório, por que você não me ajudou agora há pouco? Você ainda está pensando nela?"
O olhar de Gregório pousou lentamente no rosto de Vitória.
"Srta. Tavares, a senhorita acha que nós temos algum sentimento um pelo outro?"
Uma única frase deixou Vitória atônita.
Assim que terminou de falar, Gregório se virou e foi embora.
A voz de Gregório era suave, mas foi como uma faca gélida que, em um instante, perfurou toda a fachada de Vitória.
Ela ficou paralisada no lugar, a mão que segurava o braço dele congelada no ar, o ar de triunfo e provocação em seu rosto desaparecendo instantaneamente, restando apenas perplexidade e um pânico sutil e quase imperceptível.
Ela nunca imaginou que Gregório faria essa pergunta de forma tão direta, pegando-a tão desprevenida que ela não conseguia sequer pensar em uma resposta.
Depois de falar, Gregório não olhou para ela novamente, virando-se e caminhando em direção ao seu próprio carro.
O corpo de Vitória amoleceu, e ela mal conseguia se manter em pé, apoiando-se na porta de um carro próximo para se sustentar.
Seu pai ainda estava em observação no hospital, a Família Tavares estava instável por causa do que aconteceu com ele, e vários projetos da empresa estavam à beira da paralisação por causa da quebra na cadeia de financiamento.
Ainda ontem, sua mãe havia chorado ao telefone, instruindo-a: "Vitória, agora a Família Tavares não pode ficar sem o Gregório, você precisa segurá-lo com firmeza, não pode brigar com ele."
Essas palavras pesavam sobre ela como uma rocha gigante, deixando-a sem ar.
O vidro do carro subiu lentamente, bloqueando a visão de Vitória.
Ele deu a partida no carro e, sem lhe lançar outro olhar, dirigiu em frente, deixando Vitória sozinha, parada, observando o carro desaparecer na esquina da rua.
Vitória permaneceu ali, e o vento soprava por seus cabelos, trazendo um toque de frieza.
Ela sabia que o silêncio de Gregório era a melhor resposta.
Ele nunca a amou. Não antes, não agora, e nunca no futuro.
Entre eles, havia apenas uma transação de conveniência mútua.
Ela se agachou lentamente, enterrou o rosto nos joelhos e começou a chorar em silêncio.
O futuro da Família Tavares, o seu futuro, tudo se tornara confuso e incerto, como a estrada à sua frente.
"Srta. Tavares, levante-se. Eu posso ajudá-la."
De repente, uma voz masculina, clara e fria, soou acima de sua cabeça.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...