Logo na entrada, o homem tirou o paletó e o pendurou, higienizando as mãos com álcool em seguida.
Aproveitou para borrifar um pouco de desinfetante nas roupas, evitando trazer qualquer bactéria da rua para dentro de casa.
Somente após concluir todo esse ritual, ele caminhou para o interior do ambiente.
— Sentiu algum desconforto em casa hoje? — perguntou Arthur em um tom suave.
Beatriz balançou a cabeça negativamente.
— Assista menos à televisão durante a gravidez, a radiação não faz bem para o bebê.
— Acabei de ligar.
Sua voz soou calma e indiferente.
Arthur não se importou com sua atitude fria e simplesmente sentou-se ao seu lado.
Seu braço, com muita naturalidade, envolveu os ombros de Beatriz.
O aroma fresco e marcante do homem invadiu instantaneamente o olfato dela.
Beatriz percebeu que não repudiava a aproximação dele, mas odiava a si mesma por isso.
A mão grande e quente do homem pousou sobre o baixo ventre de Beatriz.
— Você acha que o bebê aqui dentro é menino ou menina? Já podemos começar a pensar em nomes — murmurou ele, com a voz grave e rouca.
— Que nome você acha que seria bom para o bebê?
Beatriz não disse nada.
Aquela cena de ternura era algo que Beatriz sequer ousava imaginar. Talvez, no passado, ele também abraçasse Sophia Lemos noite e dia da mesma forma, perguntando qual nome dariam ao filho deles.
Arthur percebeu o seu silêncio.
— Por que não diz nada?
Beatriz virou o rosto e o encarou: — Qual é o nome do seu filho com a Sophia?
Assim que ela disse isso, o semblante do homem fechou-se a olhos vistos.
— Minha atitude em relação a ela já ficou clara para você. Será que ainda não entendeu?
— Isso não me impede de perguntar o nome da criança que vocês dois tiveram — retrucou Beatriz com um riso frio.
Observando o rosto extremamente teimoso e gélido da pequena mulher à sua frente, Arthur de repente riu. Talvez tivesse sido provocado ao extremo, rindo de pura raiva.

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