Valentina sorriu levemente:
— Tia, não se preocupe, eu não estou cansada. Cuidar de tudo sozinha é muito exaustivo, nós podemos revezar.
— Vá para casa descansar. Depois eu chamo a nossa Bia. — Heloísa sorriu para ela: — A tia sabe que você é uma boa menina, e eu gosto muito de você, do fundo do coração. Sinta-se sempre à vontade para vir nos visitar em casa. E se eu encontrar um bom rapaz, com certeza o indicarei para você.
Valentina olhou para Heloísa:
— Tia, por favor, não diga isso. A senhora é mais velha, eu gosto de conversar e estar na sua companhia. Sinto como se fôssemos amigas, nós nos damos bem, e isso é o suficiente.
— Eu sei o que preocupa a senhora. Como o Arthur voltou a se casar, é óbvio que não tenho mais nenhuma intenção desse tipo. Além do mais, nós nos encontramos poucas vezes e não temos nenhum envolvimento amoroso.
Heloísa suspirou:
— Infelizmente, o destino foi curto. Não teremos a sorte de ser sogra e nora.
Valentina sabia que aquelas eram apenas palavras educadas.
Ela se levantou:
— Então eu vou para casa descansar um pouco. Tia, tente não se esgotar, e chame logo a Dra. Cavalcante.
Apesar de dizer aquilo, no fundo, Valentina tinha certeza de que Beatriz não apareceria.
Se o relacionamento entre Arthur e Beatriz fosse bom, Sophia nunca teria existido e, muito menos, um divórcio.
Depois que Valentina saiu.
Heloísa ajeitou a comida toda na mesa.
— Qual você quer comer? A mamãe te dá a comida. — Heloísa olhou para o homem na cama, de olhos fechados: — Pare de fingir que está dormindo, eu já a mandei embora.
Arthur abriu os olhos:
— Não estou com fome.
— Não quer a comida que eu vou te dar? — Heloísa o repreendeu com um olhar: — Eu te criei e te alimentei desde pequeno e agora está com nojo de mim?

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