Bernardo Silveira abriu um leve sorriso, olhando para ela:
— Eu e o Arthur Diniz somos inimigos mortais no mundo dos negócios.
— Tudo o que for para prejudicá-lo, terei o maior prazer em fazer.
— Neste momento, parece-me que ele quer mantê-la ao seu lado, mas você não quer ficar. Então, ajudá-la a escapar é uma maneira de dar uma dor de cabeça a ele.
Bernardo Silveira continuou:
— Você acha esse motivo suficiente?
— O inimigo do meu inimigo é meu amigo. Acredito que a Dra. Cavalcante compreende isso.
Beatriz inspirou fundo.
O fato de Bernardo Silveira ser o rival de negócios de Arthur Diniz, e os dois competirem e entrarem em confronto constantemente, não era segredo para ninguém.
A seção de economia dos noticiários com frequência relatava como eles lutavam até a morte no mercado.
Como Beatriz amara Arthur por oito anos, ela naturalmente sabia que o maior rival dele era ele.
Seu coração travava uma batalha.
Finalmente, ela tomou uma decisão.
— Certo, eu vou com você. Espero que cumpra com a sua palavra.
Bernardo Silveira sorriu com gentileza:
— Eu não deixaria uma pilha de trabalho de lado para vir até aqui enganar uma garotinha.
Ele emanava uma calma imperturbável.
Sempre que Beatriz o encontrava, ele ostentava uma aura de "não se aproxime". Toda vez que alguém tentava se aproximar ou conhecê-lo, nunca conseguia uma boa oportunidade.
E, desta vez—
Beatriz escolheu confiar nele.
— Eu vou com você. Esse passaporte estará pronto ainda hoje, certo?
— Sim, se quiser, você pode sair do país hoje mesmo à noite.
Bernardo Silveira a observou:
— E também garanto que seu marido não voltará para casa hoje à noite. Vou mantê-lo ocupado na empresa, dando tempo suficiente para você sair do país sem ser detida por ele, nem por nenhum de seus subordinados. Garanto que ele estará sobrecarregado hoje à noite.

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