O tom dele não era nada bom, soando gélido.
Beatriz ficou sem palavras.
Com a consciência de ser apenas uma "ferramenta", ela cooperou.
Ao vê-la agir dessa forma, uma raiva inexplicável brotou no coração de Arthur.
— Você ainda não consegue esquecê-lo e estava falando com ele agora mesmo, não estava?
Beatriz ficou momentaneamente surpresa; ele havia notado seu gesto de esconder o celular e suspeitava que ela estivesse falando com o irmão.
— Se alguém guarda uma pessoa no coração, não é fácil deixá-la ir. Se você se importa, podemos nos divorciar.
Divórcio, novamente essa palavra.
Uma aura sombria e gélida envolveu Arthur.
— Nem sonhe com isso!
Assim que suas palavras terminaram, ele se virou e saiu.
Beatriz soltou um leve suspiro, olhando para a porta que foi batida com força, o enorme estrondo reverberando por todo o quarto.
A porta parecia prestes a ser arrancada das dobradiças.
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Arthur foi direto para o escritório.
Suas sobrancelhas estavam profundamente franzidas. Ele abriu a gaveta, tirou um maço de cigarros, pronto para fumar, mas sua mão grande hesitou de leve e ele guardou os cigarros novamente.
No fim, ele não fumou, apenas massageou as têmporas.
O telefone de Jonas Mendes tocou naquele momento.
— Sr. Diniz, já investiguei tudo o que o senhor me pediu e enviei para o seu e-mail. — Jonas Mendes informou: — Há também um documento físico na caixa de correio da entrada da sua casa.
Arthur abriu o e-mail.
Ali constavam todos os registros de exames de pré-natal de Sophia, com cada detalhe claramente especificado.
Arthur rolava o mouse, e a expressão em seus olhos tornava-se cada vez mais sombria.
Por fim, deu um sorriso gélido e fechou o arquivo.
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