Beatriz guardou o estetoscópio:
— Faça um exame pré-natal.
Ela entregou o pedido de exame para Sophia.
Sophia, percebendo a expressão tensa de Beatriz, segurou-lhe a mão com nervosismo:
— Tem algum problema com o bebê?
— Faça o exame primeiro.
— O bebê não pode ter problemas. Por causa dele, tranquei os meus estudos no exterior e voltei apenas para o nascimento. — Os olhos de Sophia ficaram úmidos: — Eu não suportaria perder esse bebê...
Sophia mordeu o lábio inferior:
— Beatriz, você vai me ajudar a garantir que o bebê nasça com saúde, não vai? O Arthurzinho se importa muito com este filho, ele não pode ter nenhum problema.
Beatriz desviou o olhar. Ela nunca dava garantias, repetindo as mesmas palavras:
— Faça o exame primeiro e, quando tiver o resultado, volte para eu ver.
Depois de dizer isso, virou-se e foi embora.
No entanto, Beatriz sentia curiosidade. Sophia sempre insistia que Arthur se importava com esse filho.
Porém, agora sua preciosidade estava acompanhada apenas da mãe no hospital para o parto, e ele não aparecera para acompanhá-la?
Ele cuidava dela com tanto carinho antes, e, neste momento crucial, não estaria presente?
Ultimamente ele também não parecia tão ocupado com o trabalho para não ter tempo.
Beatriz respirou fundo, forçando-se a não pensar naquilo. Não era da sua conta.
O que importava para ela a relação dos dois?
Mas quando essa criança nascesse...
Arthur não a abandonaria no mundo afora.
Será que ela teria que cuidar do resguardo da amante e criar o filho dela?
Beatriz massageou as têmporas, a cabeça latejando com o quão irônica e absurda era toda a situação.
-
Depois que Beatriz saiu.
A Sra. Lemos encarou Sophia irritada.
— Você é idiota? Por que insiste que a sua rival faça o seu parto? E se ela tentar te prejudicar?
A Sra. Lemos continuou:
— E onde está Arthur Diniz? Como é que, neste momento, ele não está aqui cuidando de você? Afinal, ele quer ou não esta criança?

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