Arthur levantou-se e foi ao banheiro tomar banho.
Logo em seguida, Beatriz pegou as Pílulas Anticoncepcionais na gaveta e engoliu.
Ela sabia que era capaz de engravidar, ainda que fosse mais difícil, mas naquele momento ela não queria filhos.
Beatriz encarou a porta do banheiro.
Arthur... nunca mais teremos filhos.
A mulher fechou os olhos, imersa em agonia.
Ela já havia cometido muitos erros ao longo do caminho e não queria repeti-los. Se tivessem um filho, estaria ligada a ele para sempre.
Nenhuma mãe abandona o próprio filho, e trazer uma criança a um casamento sem amor era uma profunda injustiça.
Beatriz recusava-se a permitir que as coisas tomassem aquele rumo.
Ainda menos queria ser feita de refém nas mãos de Arthur por causa de um filho.
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Quando Arthur saiu do banheiro, trazia consigo o frescor característico do banho. Ao ver Beatriz imóvel na cama, perguntou:
— Está cansada? Quer que eu te leve para o banho?
Beatriz balançou a cabeça.
— A Escola de Negócios Saint Paul me ligou. Ainda quero fazer a Especialização em Finanças.
Ao longo daqueles dias, ela agira escrupulosamente de acordo com o que se esperava da Sra. Diniz.
Fazendo o que lhe competia, sem contestá-lo, justamente para não perder essa oportunidade.
O homem a observou em silêncio durante um bom tempo.
Quando a atmosfera pareceu prestes a congelar.
Ele finalmente assentiu.
— Tudo bem, pedirei a Jonas Mendes que compre as passagens, iremos juntos.
E então acrescentou:
— Acontece que também preciso viajar a negócios para o exterior. Ficarei com você durante todo o tempo em que estiver estudando lá.
A concordância dele pegou Beatriz de surpresa.

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