Beatriz quis chutá-lo, bater nele.
Mas seus membros estavam completamente presos pelo homem, sem que pudesse se mover nem um pouco.
— Mesmo estando divorciados, você ainda precisa me humilhar desse jeito, é isso? — Ela cerrou os dentes, sentindo-se extremamente humilhada.
— Quando me provocou, devia ter imaginado que esse dia chegaria.
— Nós já estamos divorciados, tudo entre nós deveria estar resolvido. O que você quer fazer agora? — Os cílios de Beatriz tremeram levemente, e seus olhos arderam, ficando vermelhos.
— Quero transar com você. — Ele foi conciso, beirando à loucura extrema.
As palavras simples e cruéis fizeram o corpo de Beatriz estremecer, e ela o encarou com ferocidade. — Você me dá nojo.
— Melhor assim. Você também nunca facilitou as coisas para mim. Se você sente nojo, eu fico feliz.
Um louco!
E com um louco, não havia argumento lógico que funcionasse!
— Está naqueles dias? — Os olhos de Arthur estavam tão escuros quanto tinta, até que sua mão sentiu a ponta do absorvente.
Finalmente, ele afrouxou um pouco o aperto em Beatriz.
O rosto de Beatriz estava coberto de lágrimas.
— Vou lhe dar a chance de chamar a polícia. — Arthur falou com a voz fria, ao vê-la chorando compulsivamente.
Adiantaria alguma coisa?
A Família Diniz detinha um poder gigantesco, capaz de esmagar as pessoas apenas com a sua influência, de que adiantaria?
Não existiam câmeras de segurança no interior do banheiro, e ela não dispunha de qualquer prova material para comprovar o sucedido.
Era exatamente desse detalhe que Arthur estava se aproveitando.
De uma falta de vergonha extrema.
Beatriz ajeitou as próprias roupas.
Ela abriu a porta da cabine e correu para fora do banheiro, o corpo inteiro tremendo de frio.
O Arthur de hoje estava diferente de todas as outras vezes.
Transmitia uma agressividade descontrolada que deixava qualquer pessoa aterrorizada.
A cada respiração, Beatriz sentia uma dor aguda apertar o seu coração.
Ela não conseguia entender por que, mesmo após o divórcio, ele continuava a perturbá-la daquele jeito, sem querer deixá-la em paz.
O divórcio não havia significado liberdade.
Teria sido apenas uma maneira de enfurecê-lo e entrar em uma nova prisão?
Não...
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