— Seja boa, eu cuido disso. — Ele a consolou com uma voz gentil.
Amar alguém significava não permitir que ela sofresse a menor injustiça ou humilhação.
O coração de Sophia saltou de alegria, mas ela não estava totalmente feliz.
Originalmente, hoje seria o dia de conhecer os pais dele, mas a chegada de Beatriz arruinou tudo.
Ela até achava que Beatriz estava deliberadamente tramando contra ela...
Apesar da raiva e do ressentimento acumulados em seu peito, Sophia foi mandada embora por Arthur.
Após a partida dela.
A atmosfera no salão principal tornou-se gélida e pesada.
Beatriz levantou-se, quebrando o silêncio:
— Mãe, já que a avó está bem, vou indo. Ainda tenho trabalho.
Heloísa segurou a mão dela:
— Não culpe a sua mãe por mentir para você hoje. Aquela amante invade a casa, e você simplesmente tolera? Eu mesma não suporto ver isso.
A garganta de Beatriz apertou-se, e um sentimento de amargura espalhou-se por seu coração. Ela já estava acostumada. Acostumara-se com Arthur protegendo Sophia todas as vezes.
Agora, o que importava se ele a havia trazido de volta à Mansão Diniz para conhecer os pais?
— Mãe. — Beatriz olhou para Heloísa e falou, a voz um pouco rouca: — Ele e eu vamos nos divorciar. Se não acredita em mim, pode perguntar a ele.
Ela respirou fundo:
— Estou indo agora.
Beatriz deu um passo e saiu.
Heloísa olhou friamente para Arthur:
— É verdade o que a Bia disse?
O homem não respondeu à pergunta de sua mãe. Virou as costas e seguiu os passos de Beatriz para fora.
Beatriz andou rápido. Quando Arthur saiu, só conseguiu ver as lanternas traseiras do carro dela.
Ele franziu a testa, parou ao lado do próprio carro e acendeu um cigarro.

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