No dia seguinte.
Heloísa Diniz estava podando os galhos das flores no jardim dos fundos do Solar dos Diniz. Nesse momento, o mordomo se aproximou respeitosamente e sussurrou algo em seu ouvido. Ela franziu as sobrancelhas severamente de imediato, quase sem acreditar: — O quê?
Ela largou a tesoura imediatamente e se afastou do jardim às pressas.
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Beatriz estava no trabalho, durante o horário de almoço.
Ela estava no telefone com Felipe Valente, discutindo os procedimentos para antecipar a libertação de seu pai com redução de pena, quando viu que já havia duas chamadas perdidas de Heloísa Diniz. Parecia muito urgente.
— Sr. Valente, depois procurarei você com mais calma para discutirmos os detalhes mais específicos. Agora eu tenho um imprevisto.
Após desligar a ligação, Beatriz retornou a chamada para Heloísa Diniz.
— Bia, eu não queria te incomodar no trabalho, mas a sua avó... — assim que a chamada foi atendida, a voz soluçante de Heloísa pôde ser ouvida.
— O que aconteceu com a avó? — o coração de Beatriz se apertou.
— Ela está com um desconforto no coração hoje, e o corpo também não está bem. Chamei o médico e ele disse que não era nada grave, mas ela quer muito te ver. Você poderia vir até o casarão?
Desde que entrou na Família Diniz, a avó era quem a tratava melhor, como se fosse sua própria avó de sangue.
Diante daquela situação, Beatriz não poderia recusar.
— Mãe, não se preocupe, estou voltando agora mesmo.
Após desligar o telefone, Beatriz pediu a tarde de folga para a diretora e dirigiu imediatamente para o Solar dos Diniz, sem ousar se atrasar.
Ao chegar ao casarão, Beatriz viu que o carro de Arthur também estava estacionado do lado de fora.
Ela franziu levemente a testa, com um mau pressentimento no coração. O fato de Arthur ter voltado significava que a avó realmente estava...
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