Ali está Vivienne, seu corpo se movendo em um espreguiçar inconsciente e provocante, os olhos pesados de sono piscando lentamente sob os cílios longos. Um momento suspenso no tempo em que Dominic a observa, completamente hipnotizado pela forma como a camisola de seda branca desliza sobre suas curvas, revelando mais do que ocultando. Seus olhares finalmente se encontram através do vapor do banho, o dela ainda sonolento e inocente, o dele intenso e cheio de desejo. Então, como se guiados por uma força irresistível, os olhos dela percorrem inevitavelmente o corpo exposto dele, cada músculo definido brilhando sob a água, cada gota traçando caminhos tentadores sobre sua pele, descendo por seu abdômen esculpido até desaparecerem em um ponto que deveria vir com aviso de censura. O grito de surpresa que escapa de seus lábios ecoa pelo banheiro e, em poucos segundos, ela desaparece, deixando apenas um Dominic atônito, dividido entre o desejo ardente que pulsa em suas veias e o prazer com a reação adorável e desajeitada dela.
A água continua escorrendo sobre seus músculos rígidos, misturando-se ao calor crescente em sua pele. Um riso rouco escapa de seus lábios, reverberando no espaço, enquanto passa a mão pelos cabelos molhados, ainda processando o momento.
“Bem, ao menos isso também a despertou.” — Pensa, com um sorriso malicioso brincando em seus lábios, lançando um olhar irônico para a própria ereção que evidencia, sem deixar dúvidas, o efeito devastador que ela tem sobre seu autocontrole.
No quarto, Vivienne encara a porta do banheiro como se fosse uma barreira entre ela e o tumulto de emoções que a dominam. Suas mãos deslizam pelo pescoço, numa tentativa inútil de dissipar o calor acumulado ali. O toque fresco de seus dedos contrasta com o fogo que parece subir até suas bochechas, denunciando a batalha interna que trava para retomar o controle.
— Preciso me recompor. É só um homem certo? — Sussurra, freneticamente, andando de um lado para o outro no quarto. Suas bochechas queimam intensamente, enquanto a imagem de Dominic permanece vívida em sua mente. Instintivamente, morde os lábios com força, um gesto inconsciente de desejo reprimido, antes de sacudir a cabeça violentamente numa tentativa desesperada de afastar aquela visão tentadora. — Será que causei aquilo? — Questiona-se, num sussurro, sua mente inevitavelmente voltando à evidente apreciação masculina que não pôde deixar de notar. Seus olhos percorrem a camisola branca que mal cobre suas coxas torneadas, e um sorriso entre tímido e secretamente satisfeito brinca em seus lábios rosados. — Não, com certeza não. — Murmura, uma risada nervosa e melodiosa escapando com as palavras. A camisola de seda branca, que agora percebe ser praticamente transparente sob a luz suave do quarto, parece uma escolha particularmente provocante para uma mulher supostamente inocente. — Em minha defesa, arrumei meus pertences para dormir na casa da Joana. — Justifica-se para o quarto vazio, sua voz subindo em pânico fingido, como se precisasse explicar sua escolha pecaminosa de vestimenta para algum júri invisível e severo. — O que faço agora? — Pergunta-se, seu olhar magnético fixo na porta do banheiro, imaginando o homem do outro lado. O pensamento faz um arrepio delicioso percorrer sua espinha. — Bem, sou sonâmbula. — Declara, com uma risada, enquanto se deita novamente na cama dele, seu corpo ainda formigando com a lembrança recente de cada centímetro de pele exposta. Puxa o lençol até o queixo numa tentativa cômica de parecer inocente, como se não tivesse acabado de gravar na memória cada detalhe do corpo nu e majestoso dele. O perfume dele impregnado nos lençóis não ajuda em nada seu esforço para recuperar a compostura.

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