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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 67

Vivienne se inclina provocantemente, seus lábios deslizando sobre os dele em carícias deliberadamente lentas. Seus olhares permanecem presos num duelo silencioso de desejo, enquanto a atração flui naturalmente entre eles. Com um beijo rápido e uma mordida provocante, ela se afasta exibindo um sorriso que beira a tentação.

— Terá que encontrar seu próprio caminho, senhor Muller. — Vivienne declara, voltando sua atenção à refeição, lutando internamente contra a atração magnética que pulsa entre eles. — Não sou sua bússola particular. — Acrescenta, com um tom que mistura provocação e desafio, observando com satisfação velada, enquanto ele desliza os dedos pelos cabelos num gesto de frustração mal contida.

— O universo está repleto de bússolas, senhorita Bettendorf. — Dominic responde, com seriedade, suas palavras, atingindo-a como pequenas flechas de ciúme que ela se recusa a admitir. — Você mencionou os privilégios de ser herdeiro. — Continua, sua mudança abrupta de assunto captura a atenção dela instantaneamente. — Uma realidade que você conhece com intimidade particular, não é mesmo? — Provoca, seus olhos registrando meticulosamente cada nuance de expressão que ela tenta ocultar. — Por que escolheu abandonar seu trono de cristal? — Completa, com falsa casualidade, começando a comer como se não tivesse acabado de detonar uma bomba em meio ao jogo de sedução.

— Às vezes me pergunto se sua complexidade é verdadeira ou meramente calculada. — Responde, arqueando a sobrancelha, tentando mascarar o desconforto crescente. — O que exa...

— Não insulte minha inteligência com falsa ingenuidade. — Rebate, interrompendo-a com precisão. — Sua dissimulação diante de verdades inconvenientes é quase uma arte. — Acrescenta, observando-a pousar os talheres com uma elegância que apenas solidifica suas teorias.

— Preciso retornar às minhas obrigações. — Declara, erguendo-se numa tentativa transparente de fuga. — Com licença, senhor Muller. — Murmura, retirando-se com passos apressados. — Como um homem consegue ser tão sedutor e irritantemente perspicaz ao mesmo tempo? — Questiona-se, dirigindo-se ao escritório com pensamentos tumultuados. — A capacidade dele de transitar entre amante em potencial e investigador implacável é perturbadora. — Reflete, sua irritação crescente, alimentada não apenas pelos questionamentos sobre sua identidade, mas principalmente pela forma como ele consegue fazê-la sentir-se simultaneamente desejada e acuada.

Na sala de jantar, Dominic contempla o caldo agora frio, a colher deslizando distraidamente pela superfície num movimento que reflete seu arrependimento. O jogo de sedução de momentos antes ainda paira no ambiente como algo tentador, mas sua natureza investigativa, mais uma vez, provou-se mais forte que seu desejo.

— Preciso definitivamente recalibrar minha abordagem. — Resmunga para si, consciente de que a pressão direta apenas fortalece as defesas dela. — Quem é você realmente, Vivienne? — Questiona-se, sua mente analítica meticulosamente catalogando cada detalhe que sugere uma origem privilegiada. A convivência prolongada com a elite e uma percepção apurada das expressões corporais permitem-lhe reconhecer os sinais sutis de berço, a postura naturalmente elegante, a maneira de se portar à mesa, os gestos controlados que revelam anos de educação refinada.

Retira-se para seus aposentos, concedendo a ela a privacidade do escritório. No silêncio de seu quarto, mergulha nas obrigações empresariais, alternando com precisão entre sua nova aquisição e os empreendimentos nos Estados Unidos. Deliberadamente, ignora as demandas do grupo familiar, embora não possa deixar de notar, as manobras já em andamento para uma fusão empresarial que antecede até mesmo o casamento de Noah com Natasha. Após horas consumidas em análises contratuais e negociações estratégicas, o toque do telefone interrompe seu raro momento de pausa.

— Oi, tio. — Cumprimenta, com uma suavidade reservada apenas para Louis, uma das poucas pessoas que ainda consegue despertar genuíno afeto em seu coração endurecido. — Como o senhor está?

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