Os corações de Dominic e Vivienne aceleram ainda mais, enquanto observam Louis deslizar o transdutor com precisão meticulosa sobre a barriga dela. Seus olhos experientes permanecem fixos na tela, os movimentos calculados, quase deliberados, como se estivesse buscando algo.
O silêncio na sala é quebrado pelo som rítmico do aparelho, juntamente com as respirações suspensas de Vivienne e Dominic, que aguardam ansiosos pela resposta de Louis.
— Algo errado? — Vivienne pergunta, sua voz falhando, enquanto os olhos dela permanecem presos em Louis. O medo e a expectativa fazem seu coração acelerar, como se cada batida fosse uma súplica silenciosa por uma resposta tranquilizadora.
— Não importa o que aconteça, ficaremos bem, minha pequena. — Dominic murmura, próximo ao ouvido dela, sua voz rouca, mas cheia de uma ternura que a faz estremecer. — Eu prometo. Por nós e por eles.
Ele inclina-se um pouco mais, como se quisesse envolvê-la com as palavras, o calor de sua respiração acariciando suavemente a pele dela. O polegar dele desliza de leve pela palma da mão dela, um toque tão íntimo quanto uma promessa silenciosa de proteção.
Vivienne sente o peito se aquecer, uma onda de emoção quase avassaladora tomando conta dela diante do apoio que ele oferece com tanta sinceridade. As palavras dele parecem preencher cada vazio que ela nem sabia carregar, trazendo alívio e uma ternura que a faz querer desabar em seus braços. Dominic se inclina ainda mais, encostando a testa na dela, suas respirações se misturando em um instante de pura conexão, onde tudo ao redor deixa de importar.
— Me desculpem. — Louis começa, a voz baixa, mas carregada de uma suavidade que tenta aliviar o peso da tensão no ar. Seus olhos oscilam entre Vivienne e Dominic, capturando a apreensão que domina cada traço de seus rostos. — Não quis assustá-los. — Acrescenta, enquanto os observa prenderem o fôlego mais uma vez. — Foi um alarme falso. — Informa, finalmente, a afirmação rompendo o silêncio sufocante da sala. — É um efeito relativamente comum em ultrassonografias. — Explica, seu olhar voltando para a tela. — Quando o feixe de ultrassom atravessa estruturas de densidades diferentes, como os sacos gestacionais e o endométrio, pode ocorrer reverberação ou sobreposição de ecos. Isso cria a ilusão de uma terceira estrutura, mas não é real. — Pausa, seus dedos movendo-se com precisão nos controles, enquanto observa o monitor. — Agora vejo tudo com clareza. Dois sacos bem formados, nada, além disso. — Conclui, a voz segura, lançando um olhar tranquilo ao casal.
— Senhor Muller, o senhor quer me matar do coração? — Vivienne questiona, soltando uma risada nervosa, a voz tremendo enquanto tenta dissipar a tensão que ainda paira no ar. — Já tenho dois pequenos milagres aqui dentro. Um terceiro, teria que começar a cobrar aluguel. — Brinca, lançando um olhar cheio de falsa seriedade para Louis, na tentativa de acalmar o próprio coração. A piada arranca risadas dos homens, e o som parece aliviar um pouco o peso na sala. — Com certeza, mais um faria meu coração parar. — Admite, desta vez com um sorriso pequeno, mas sincero. O tom brincalhão está lá, mas os olhos dela revelam o que as palavras não dizem completamente, o medo e a surpresa ainda presentes em seu peito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Escolha Certa com o CEO Errado