Cael Sterling.
- É a sua primeira vez voando? - pergunto.
Acomodo-me de lado no console largo, estudando cada microexpressão do seu rosto, ignorando completamente o aviso luminoso de atar cintos.
O jato finalmente alcança a altitude de cruzeiro, o ronco dos motores diminuindo para um zumbido suave e contínuo, mas o corpo de Hannah continua em alerta máximo.
Ela não responde em voz alta. Na verdade, apenas balança a cabeça em um aceno positivo quase imperceptível, mantendo as pálpebras fechadas com tanta força que me pergunto, por um segundo, se ela não está se machucando.
- Você confia em mim? - Minha voz ecoa de maneira suave, abandonando o tom de deboche, descendo para um registro grave, íntimo, que sei que mexe com ela.
- Eu não estaria aqui se não confiasse - rebate, com a mesma arrogância defensiva de sempre, a boca miúda franzida em uma linha teimosa.
Um sorriso lento e predatório se desenha em meus lábios. Ela confia em mim. E ela não faz a menor ideia do quanto eu pretendo usar essa confiança para desarmá-la por completo nesta noite.
Se a mente dela se recusa a esquecer o medo da altitude, eu farei o corpo dela implorar por outra coisa.
Deslizo minha mão livre do aperto dela e, com os dedos firmes, seguro seu queixo, forçando seu rosto levemente para cima.
- Então abra os olhos, Garota. Olhe para mim.
Ela hesita por um batimento cardíaco, os cílios tremendo antes de finalmente ceder. Quando as íris dela encontram as minhas, estão dilatadas, brilhando com uma mistura perigosa de pavor e o início de uma combustão que nós dois conhecemos bem.
- Seus dedos continuam cravados em mim, querida - comento, descendo os olhos para o meu pulso, onde a marca das unhas dela está vermelha contra a minha pele. - Se quer descontar a sua adrenalina em alguma coisa, eu posso sugerir um lugar muito melhor...
Sem dar tempo para que sua mente rápida formule uma resposta atravessada, deslizo minha mão pelo pescoço dela, sentindo o pulso acelerado sob meus dedos,desço lentamente por seu corpo, acariciando cada curva por cima do maldito vestido.
Por alguns segundos me pego acariciando seus seios por cima do tecido do vestido, antes de deslizar minha mão novamente dessa vez pousando em seu joelho.
Minha mão espalmada escorrega pela sua coxa, subindo pelo tecido do seu vestido, rompendo qualquer barreira de espaço pessoal até encontrar a pele quente e macia da sua intimidade.
Hannah solta um suspiro arfado, os olhos se arregalando ligeiramente antes de tentarem se fechar de novo - mas agora, o motivo não é o medo do avião.
- Cael... a tripulação... - ela sussurra, as pernas vacilando em uma tentativa fraca de se fechar, mas meu joelho já está posicionado entre elas, mantendo-as abertas para mim.
- Esqueça a porra da tripulação. Eles sabem exatamente o lugar deles, e o lugar deles é longe daqui - respondo, minha voz arrastada contra a boca dela, quase colando nossos lábios, enquanto meu primeiro dedo pressiona o tecido fino de sua calcinha, encontrando-a surpreendentemente quente. - Concentre-se apenas em mim, garota. Esqueça a altura. Sinta a minha mão. Foca na porra do meu toque até você não lembrar nem o próprio nome.
- Cael... - o nome dela escapa como um lamento sôfrego, as mãos dela soltando meus pulsos para agarrarem os meus ombros, os dedos cravando-se no tecido do meu paletó à procura de um apoio que o mundo parecia não oferecer.
- Shh. Eu estou no comando agora, Hannah. Apenas ceda - ordeno contra os seus lábios, roubando um suspiro trêmulo dela antes mesmo de beijá-la.

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