Entrar Via

A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 76

Hannah Brooks.

Dois minutos exatos foi o tempo que levou até a estrutura ceder com um estalo violento e a porta ser, de fato, arrombada.

Pausei a série justamente na cena em que o Elijah estava prestes a arrancar o coração de uma bruxa e, com toda a paciência do mundo, virei o rosto na direção da entrada.

Fixei meus olhos no meu adorado chefinho, tentando encontrar o adjetivo correto para definir a sua imagem um tanto... disforme.

Não, risca o "disforme". Deselegante? Desleixado? Desarrumado? Não, nenhuma dessas palavras jamais se enquadraria na figura impecável daquele homem, mesmo no pior dos seus dias.

Possesso.

Essa, com certeza, era a palavra exata que eu estava procurando.

Cael Sterling estava parado bem na soleira da porta que ele tinha acabado de destruir, respirando de forma arfante, com as feições do rosto distorcidas em uma máscara de puro ódio.

Agora, por favor, alguém me explica: como diabos esse homem, que há cerca de três ou quatro horas saiu de casa parecendo a personificação de um bilionário de sucesso saído da capa da Forbes.

Reaparece do nada com o cabelo meticulosamente alinhado todo desgrenhado, os olhos injetados de fúria, gravata torta e parecendo genuinamente que havia acabado de sobreviver a um apocalipse zumbi na base do soco?

Porque, sinceramente, eu não fazia a menor ideia do que tinha acontecido nas últimas horas para deixar o homem naquele estado.

- Você me paga, garota - a voz dele ecoou pelo quarto, perigosamente baixa, firme e arrastada, soando quase como uma promessa de morte. - Por sua culpa, eu precisei abandonar uma reunião de conselho importantíssima.

Por sua culpa, eu tive que passar pela maior humilhação da minha vida...

- Minha culpa, vírgula! - cortei, jogando o controle remoto sobre as cobertas e me sentando na cama com os braços cruzados, assumindo a minha melhor postura de falsa inocência. - Se fosse ontem, eu até entenderia você chegar aqui parecendo um espírito obsessor pronto para me arrastar para o inferno. Mas hoje? Hoje eu fui uma santa. Eu nem fiz nada! Não tive a chance de te mandar aquela sequência de fotos de lingerie como a de ontem, e muito menos os modelos eróticos que eu tinha planejado enviar para o seu...

Eu travei no meio da frase. Minhas cordas vocais simplesmente pararam de funcionar à medida que meus olhos desceram e focaram, com precisão cirúrgica, em uma das mãos dele.

Cael segurava algo... completamente inusitado. Para não dizer catastrófico.

Tipo, bem ali, entre os dedos longos e bem cuidados do meu digníssimo chefe bilionário, estava a porra de um consolo de borracha. Verde-limão.

De um tamanho que, honestamente, era consideravelmente desrespeitoso com a anatomia humana.

Pisquei algumas vezes, tentando processar se aquilo era uma alucinação causada pelo excesso de episódios de vampiros. Voltei meus olhos para o rosto tenso de Cael, desci para o troço verde na mão dele, e olhei para ele de novo.

Um sorriso lento, malicioso e absolutamente radiante tomou conta dos meus lábios em menos de um segundo.

- Olha, eu não sei qual é o fetiche exótico que você arrumou agora nas suas horas vagas, senhor Sterling, mas eu gostaria de deixar bem claro que eu me recuso terminantemente a fazer parte disso - anunciei, ostentando o meu melhor deboche no rosto.

- Como é que é?! O QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ INSINUANDO, SUA.... EU NÃO... VOCÊ... - A pane no sistema dele foi tão linda que ele chegou a gaguejar.

Em um impulso de pura fúria, Cael ergueu o brinquedo no ar, sacudindo o negócio de um lado para o outro para enfatizar a indignação.

A cena de um magnata de terno esbravejando enquanto brandia um consolo verde-limão como se fosse um porrete foi o meu limite.

Eu desabei. Caí na gargalhada, rolando pela cama.

- Sua... Isso não é meu! Eu apenas... - ele tentava rugir, mas o desespero em encontrar as palavras certas diante do meu ataque de riso só tornava tudo infinitamente mais divertido.

- Você não precisa tentar me explicar as suas preferências sexuais mais íntimas, senhor Sterling - debochei, limpando uma lágrima imaginária no canto do olho, lutando quase em vão para conseguir respirar de tanto rir.

- Eu só... - fiz uma pausa dramática, minha risada ecoando ainda mais alto pelas paredes do quarto antes que eu conseguisse concluir a frase: - Eu super entendo, de verdade! Às vezes... - mais risos - às vezes a rotina de CEO é tão estressante que a gente também precisa... precisa de algo grande e substancial para espairecer a mente!

Voltei a gargalhar, abraçando o travesseiro para tentar conter o estômago que já doía.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá do Magnata de Gelo