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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 7

Hannah Brooks.

Ele bufa, inflando o peito como um touro prestes a investir, e me encara com a raiva faiscando nos olhos.

— Eu não sou a porra de um advogado, não sou líder de culto e muito menos alguém que se prestaria ao papel de sugar daddy de alguém, garota. — a voz dele sai firme, carregada de uma convicção quase agressiva. — Como alguém consegue pensar tanta besteira em tão pouco tempo?

— Olha aqui, seu neandertal — retruco, já no limite da paciência. — São quase nove da noite. Eu acabei de sair de um turno de oito horas em pé, ouvindo cliente insuportável reclamar de tudo, e um homem de meia-idade dando um chilique por causa da porra de um brinquedo que veio errado.

Dou um passo em sua direção, encarando-o com fúria. Ele recua instintivamente, um único passo, mas o suficiente para eu perceber.

— Depois de um dia infernal desses, eu definitivamente não preciso de um idiota aleatório me dizendo que eu só falo besteira. Sai da frente.

Minha voz sai mais dura do que eu pretendia, mas já não me importo. Tento passar por ele e, mesmo com um estacionamento inteiro à disposição, ele faz questão de continuar parado bem no meu caminho.

Dou um passo para a esquerda.

Ele acompanha.

Dou um passo para a direita.

Ele repete o movimento.

— Que porra… — rosno, sentindo a irritação ferver por dentro. — O que você quer, afinal?

— Olha a boca, garota — ele me repreende, em um tom autoritário que parece ter vindo direto do século passado. — Se você estivesse agindo como um ser humano comum, já teria me deixado falar e nós dois não precisaríamos estar nessa situação ridícula.

— Claro, porque um ser humano comum aborda outro no meio do estacionamento de uma lanchonete à noite, sem ao menos se apresentar — deixo o sarcasmo escorrer pelas palavras. — Mas, por favor, prossiga. Me conte seu grande plano para salvar o mundo.

— Insolente — ele murmura, quase para si mesmo. — Estou aqui para lhe fazer uma proposta de emprego. Observei você e meu filho esta tarde e…

— Já tenho emprego, obrigada — tento passar por ele de novo, mas ele se move no mesmo instante, bloqueando minha passagem com o corpo.

— Eu observei você e meu filho esta tarde — repete, agora falando tudo de uma vez, como se soubesse que, se demorasse mais dois segundos, eu o mandaria para o inferno com direito a mapa. — E gostei da forma como lidou com ele. Por isso, queria lhe fazer a proposta de trabalhar para mim como babá do Theo.

— Não sei quem é seu filho e não sirvo pra ser babá — digo, tentando passar por ele apenas para ser barrada mais uma vez. — Tá de brincadeira? Dá pra fazer o favor de me deixar em paz?

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