Oi3 amores, tudo bem ? a quem tiver acompanhando a história e estiver gostando, eu gostaria de pedir para vocês avaliarem a história lá no perfil, e comentarem o que estão achando.
isso ajuda a impulsionar a história, é isso gente. beijinhos e boa leitura.
Hannah Brooks.
- Nanaaaaa! - A voz pequena e melódica de Theo ecoou pelo espaço, arrastando o meu nome com aquela urgência gostosa que só as crianças têm. O chamado foi o suficiente para me arrancar abruptamente dos meus devaneios. - Nanaaaaa!
Voltei minha atenção totalmente para ele, sentindo um calor imediato no peito. Seus cachinhos dourados estavam completamente bagunçados, apontando para todos os lados depois de uma tarde inteira de travessuras.
O rostinho estava corado, avermelhado pelo calor do Sol e da correria, e um sorriso banguela adorável brincava em seus lábios infantis. Mas o que realmente me prendia eram seus grandes olhos azuis; eles brilhavam com uma alegria tão pura e genuína que se tornava quase indescritível.
Uma inocência que a gente raramente encontra no mundo dos adultos.
- Nana, o papai vem brincar com o Theo hoje? - ele perguntou, dando um pulinho compensatório. Seus olhinhos saltavam de excitação só de pronunciar a palavra "papai". - Ele não tá salvando o mundo hoje?
Logo em seguida, ele inclinou a cabeça em um ângulo quase perfeito de noventa graus, uma expressão de leve confusão tomando conta de suas feições miúdas, tentando processar a própria linha de raciocínio. Apesar da dúvida, o sorriso persistia ali, firme e esperançoso, estampado em seus lábios.
Respirei fundo, sentindo um aperto familiar no peito enquanto encarava aquelas duas esferas azuis e brilhantes. Havia tanta expectativa e tanta esperança depositadas naquela pergunta que a simples menção da realidade parecia um crime. Eu não tinha coragem de arruinar aquilo.
Não tinha forças para ser a pessoa que apagaria aquele brilho.
Minha mente acabou voltando para um momento específico daquela tarde, quando Theo resolveu desenhar. Ele se dedicara à folha de papel com uma animação tão contagiante que, ironicamente, quase partiu o meu coração em pedaços.
Do seu jeito meio desajeitado, segurando o giz de cera com firmeza, ele desenhou a figura de um super-herói imponente. Com o maior orgulho do mundo, estufou o peito e me disse que aquele era o pai dele, combatendo os vilões e salvando o mundo de todo o mal. Com os olhinhos cheios de expectativa, ele pediu para pendurar a obra de arte na geladeira.
Eu o ajudei, claro, fixando o papel com um ímã colorido. E foi exatamente naquele instante, enquanto admirava o desenho na porta de inox, que ele se voltou para mim. Com aquela inocência avassaladora que só uma criança possui, ele disparou a pergunta que terminou de me destruir por dentro:
"Será que o papai pode brincar comigo quando acabar de salvar o mundo, Nana?"
Aquilo foi o estopim para mim. Aquela frase ecoou na minha mente como um eco doloroso, porque a verdade nua e crua era bem diferente da fantasia do pequeno. Desde que eu cheguei àquela mansão, há quase dois meses, eu nunca tinha visto Cael Sterling deixar de lado, por um segundo sequer, a sua rotina impecável de empresário bem-sucedido e Workaholic para dar uma atenção real ao Theo.
Ele não cedia nem mesmo dez minutos do seu tempo precioso para sentar no chão e apreciar o desenho do próprio filho.
Cael havia me contratado para cuidar do menino, eu sabia perfeitamente disso. E tenho cumprido o meu papel com todo o amor do mundo. Mas ele estava redondamente enganado se achava que o Theo não sentia a falta dele. Ele estava cego se pensava que a ausência de um pai podia ser preenchida simplesmente por colocar alguém para dar atenção ao menino vinte e quatro horas por dia.
Dinheiro e babás não substituem o afeto
Por isso, tomada por uma mistura de indignação e compaixão, decidi agir. Fiz o que estava ao meu alcance.
Se o grande e inacessível Cael Sterling parecia tão desesperado pela minha companhia nos últimos tempos - por motivos que eu ainda tentava processar -, eu decidi usar esse joguinho a nosso favor. Usei a moeda que tinha em mãos para barganhar a presença dele ali, naquele jardim.
Vai funcionar? Eu honestamente não fazia a menor ideia. O risco de quebrar a cara era enorme. Mas eu tentei. E, bem... eu realmente esperava, do fundo da minha alma, que desse certo. O Theo merecia isso.

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