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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 64

Hannah Brooks

Hannah Brooks. Guardem esse nome, porque se o dia de hoje fosse um filme, o roteiro seria descartado por ser "irrealista demais".

Este tem sido, sem a menor sombra de dúvida, o dia mais caótico e absolutamente insano que eu já vivi em toda a minha existência. E olha que eu nem estou contabilizando aquela vez em que eu e uma turma de amigos do colégio fomos perseguidos por alces enfurecidos durante um acampamento de verão.

Na época, achei que o ápice do meu desespero seria ser atropelada por um animal de 600 quilos. Doce ilusão.

Aquele dia foi louco? Com certeza. Mas o dia de hoje? Ah, o dia de hoje resolveu superar qualquer meta de "coisas que poderiam dar merda e arruinar minha vida de uma vez por todas".

Tudo começou com o pé esquerdo - ou melhor, com dois braços musculosos me prendendo. Hoje pela manhã, o Senhor Ranzinza decidiu que não me deixaria sair da cama por nada deste mundo.

O quanto eu pelejei, lutei e negociei para me soltar daquele homem não está escrito em nenhum manual de sobrevivência.

O dilema é simples, mas catastrófico: enquanto ele faz o papel de "o chefe" e dono da porra toda, eu ainda tenho um emprego a zelar. Um emprego que, por sinal, consiste em cuidar do filho dele. Mas vai tentar explicar lógica e responsabilidade profissional para a "bela adormecida" possessiva que estava esparramada nos meus lençóis.

Depois de uma batalha épica e digna de um feriado nacional, eu finalmente consegui me desvencilhar. Levantei, cumpri minha rotina matinal em tempo recorde e, antes de sair do quarto, fiz a única coisa sensata: tranquei a porta por fora. Ele que lute.

Fui direto acordar o Theo.

No momento em que abri a porta, recebi um abraço tão apertado e gostoso que toda a irritação matinal se dissipou. Eu só pude retribuir o carinho e sorrir, sentindo meu coração amolecer.

Enquanto eu o preparava para enfrentar o dia, meu pequeno anjinho não parava de falar. Ele despejou em mim cada detalhe do que ele e os primos fizeram na cabana do lago: as brincadeiras intermináveis, os passeios de barco, as competições de desenho e, claro, o banquete de marshmallows ao redor da fogueira.

Ele ainda estava visivelmente elétrico durante o banho. E quem poderia culpá-lo? Foi a primeira viagem da vida dele onde ele pôde, finalmente, ser apenas uma criança, longe das cobranças de perfeição que o pai despeja sobre seus ombros pequenos.

Sejamos sinceros: até eu estaria dando pulos de alegria se vivesse 24 horas sob as regras rígidas do Cael e sua mania insuportável de controle.

Quando descemos, o cenário era de cinema. A mesa estava posta com um banquete digno daquelas produções hollywoodianas de família perfeita. Mia, com aquele jeito que não aceita "não" como resposta, praticamente me intimou a sentar e comer com eles.

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