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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 63

Cael Sterling

Eu tenho uma certeza doentia, visceral e quase absoluta de que Hannah Brooks não quer apenas me provocar; ela está empenhada em testar a porra dos meus limites de todas as formas possíveis.

E o pior? Ela sabe exatamente onde cada engrenagem minha range.

A prova do crime estava bem ali, escancarada: a porra de uma foto daquela lingerie em cima do maldito notebook.

Nunca mais na minha vida eu vou ousar duvidar quando alguém disser que até o diabo sente um calafrio na espinha perto de certas mulheres. Se o soberano do inferno tem medo, imagine nós, meros mortais, tentando manter a pose de controle enquanto o mundo desaba.

Acordei nesta manhã e o lado dela estava vazio. A cama dela, óbvio. O lençol ainda guardava um pouco do calor, mas o silêncio do quarto era ensurdecedor. Dormimos mais do que o pretendido, muito mais do que a minha agenda ou minha sanidade permitiriam.

Eu jamais admitiria isso em público - nem sob a pior das torturas - mas, caralho, foi uma das melhores noites que tive em anos. O motivo? O mais ridículo de todos: consegui apagar sem precisar me dopar com aquela farmácia de comprimidos que geralmente me mantém funcional.

Só que agora, com a luz do sol batendo na cara, existe uma parte significativamente grande de mim que se sente um tremendo idiota carente. Eu me sinto exposto por ter sido tão... emotivo. Por ter baixado a guarda ao ponto de pedir para ela ficar.

A vulnerabilidade é uma merda que eu não sei administrar.

Mas esse não é o x da questão.

Como eu disse, acordei sozinho. Sem sinal dela no quarto, sem barulho de água no chuveiro, nada.

A única coisa que restava era a calcinha daquela maldita lingerie azul, ainda banhada pelo néctar dela, repousando triunfante ao lado de um bilhete que parecia queimar o papel.

"Eu disse que te emprestaria quando terminasse de usar, chefinho. Aí está, espero que sirva. Nunca pensei que você também gostasse desse tipo de peça, mas vai do gosto de cada um.

Ps: Conheço uma loja incrível que vende umas lindas. Acho que você vai gostar. Eu amei."

Agora me diz: como caralhos eu vou manter a porra da minha sanidade intacta depois de ler um bilhete desses? A dúvida é uma tortura refinada.

Ela quer usar para mim ou está insinuando que eu deveria usar?

Hannah j**a um jogo onde as regras mudam conforme ela respira.

Sinceramente, a mulher é o ser mais intenso, complexo e perigosamente inteligente da face da terra. É impossível negar. Ela te desarma, te incendeia e depois sai para tomar café como se nada tivesse acontecido.

Eu me levantei cambaleando, a cabeça latejando sem eu sequer saber que horas eram. Saí catando minhas roupas espalhadas pelo tapete, vestindo-me de qualquer jeito, como se estivesse no escuro total, com o coração martelando contra as costelas.

Eu precisava sair dali, precisava de espaço, de ar, de distância dela antes que eu fizesse alguma outra estupidez.

Mas quando finalmente cheguei na porta e girei a maçaneta... nada.

Trancada.

Tudo bem, respirei fundo.

Tentei racionalizar.

Ela deve ter fechado para garantir que o Theo não invadisse o quarto e visse o que não devia. Faz sentido. Mas o problema técnico permanecia: como diabos eu iria sair dali sem a chave?

Em resumo: eu não saí.

Fiquei ali, preso no território dela, com o cheiro dela na pele e aquela maldita peça azul rindo da minha cara em cima da mesa. Hannah Brooks me venceu no primeiro round do dia, e eu nem tive a chance de revidar.

Fiquei confinado naquele quarto, transformado em um prisioneiro de luxo, por quase duas horas. Duas horas olhando para as paredes, sentindo o cheiro dela impregnado em cada centímetro daquele lugar, sem qualquer comunicação com o mundo exterior.

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