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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 65

Hannah Brooks.

Seria uma jornada intensa; teríamos visitas a um dos hospitais-escola mais renomados da cidade. A ideia era sentirmos na pele o que é ser médico por um dia.

Eu ainda oscilo sobre qual especialização trilhar. Pediatria? Cirurgia? Oncologia? São tantas vertentes, mas o que eu sei, no fundo, é que...

Meus pensamentos foram cortados bruscamente quando notei que Cael desviou a rota, saindo da via que levava ao campus e pegando uma das estradas principais que seguiam na direção oposta. Meus olhos se arregalaram.

- O que diabos você está fazendo? - minha voz subiu uma oitava antes que eu pudesse controlar. - Esse não é o caminho da faculdade, Cael.

- Não, não é - ele respondeu com uma calma glacial, como se estivéssemos apenas em um passeio de domingo.

- Para onde você está me levando? - o pânico começou a borbulhar, misturado a uma curiosidade perigosa.

- Estamos indo comprar seu notebook, garota. Acha mesmo que eu não cumpriria com minha promessa? - Ele falava com uma normalidade que beirava o absurdo.

- Não precisamos ir pessoalmente! Existe um negócio chamado internet, caso você não saiba. E eu tenho aula, Cael Sterling! - Minha irritação já estava no limite, mas ele apenas sustentou aquele meio sorriso irritante.

- Você não vai morrer por perder um dia de aula, Brooks...

- Sim, eu vou! - interrompi, a voz agora carregada de rispidez. - Trata-se do meu futuro, e eu não vou abrir mão de nada por um capricho seu. Hoje é um dia importante. Então, se puder me fazer o imenso favor de retornar para a universidade, eu agradeceria.

O silêncio que se seguiu foi desconfortável. Ele me encarou por um breve segundo, medindo minha determinação.

- Achei que quisesse o computador - ele disse, com aquela paciência que mais irrita do que conforta.

- São oito da manhã, Cael. Eu não tenho a menor paciência para esses seus jogos de controle a essa hora - virei o rosto para encarar seu perfil esculpido. - Meu futuro não é negociável.

Ele murmurou algo inaudível, provavelmente um xingamento elegante, e pegou o retorno a tempo de voltar para a rota original. Se você acha que o drama acabou por aqui, quem me dera.

Quando estacionamos em frente à entrada principal do campus, meus olhos captaram uma cena que me fez desejar que a terra se abrisse e me engolisse viva.

Bem no meio do pátio, com uma caixa de som enorme e um cartaz de papelão com letras tortas, estava o Ryan. Ele usava o que, na cabeça dele, deviam ser suas melhores roupas, e exibia os dizeres:

"Hannah Brooks, volta para mim".

Para completar o cenário de filme de terror adolescente, ele erguia o cartaz enquanto tentava - sem sucesso - alcançar as notas altas de uma música da Celine Dion.

O que diabos aconteceu com o meu dia?

E, claro, eu podia contar com o sadismo de Cael Sterling para tornar o momento ainda mais inesquecível.

- Então é isso que sua geração chama de declaração de amor, garota? - A voz dele soou ao meu lado, carregada de um tom sarcástico e vitorioso. - É patético observar o quão pouco vocês aceitam como demonstração de afeto.

- CALA A PORRA DA BOCA, CAEL! - Minha voz explodiu, um tom mais feroz e carregado de uma fúria que eu raramente deixava transparecer.

Meus olhos estavam cravados naquela cena horrenda e patética no pátio, enquanto minha mente girava em trezentas direções diferentes, buscando desesperadamente a melhor forma de me livrar daquela palhaçada sem morrer de vergonha.

- Bem, senhorita Brooks... acredito que você já está entregue ao seu destino - ele começou, usando aquele maldito tom condescendente que me tirava do sério com uma facilidade irritante. - Gostaria de pedir que descesse, pois eu realmente preciso...

- Não ouse terminar essa frase, Sterling! - disparei, voltando minha atenção para ele com os olhos faiscando. - Ou eu juro por todos os deuses que arranco fora isso que você tem no meio das pernas.

Ele me encarou, e a diversão estava estampada em cada linha do seu rosto esculpido. Ele estava adorando o meu desespero.

- Não compreendo o motivo para tal comportamento, senhorita Brooks... foi você mesma quem insistiu, quase aos prantos, para que a deixasse na universidade ao invés de irmos às compras.

- Só cala a boca, Cael - respondi, enterrando o rosto nas mãos enquanto a frustração tomava conta de mim.

Eu não me inscrevi para esse show de horrores. Eu não queria fazer parte desse circo de merda; nada disso fazia sentido.

Por que diabos esse desgraçado, imbecil, filho da puta do Ryan estava me perseguindo com essa história de "voltar"? Ele está muito enganado se acha que eu vou aceitar o seu perdão depois de tudo o que ele fez.

Depois de ter dormido com a minha própria irmã, porra! A audácia dele em aparecer aqui com Celine Dion e um papelão era, no mínimo, um insulto à minha inteligência.

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