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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 61

Hannah Brooks.

O som úmido da penetração se torna cada vez mais alto, mais obsceno, preenchendo o vácuo de autoridade que costumava existir entre nós.

Minha mão ao redor do pau dele está igualmente faminta. Sinto a pele esticada, o calor que emana dele sendo quase insuportável de tão intenso. Cada vez que ele estoca os dedos, eu aperto sua glande com mais força, sentindo o latejar violento que percorre toda a extensão do seu membro.

- Olhe para mim, Brooks...- ele ordena, a voz falhando, as palavras saindo entre dentes.

Eu abro os olhos e o vejo. Cael está inclinado sobre mim, o rosto ruborizado, o suor brilhando em sua têmpora. Ele não parece mais o CEO inalcançável da Sterling Corp; ele parece um homem à beira de um abismo, e eu sou a única coisa que o impede de cair - ou a que vai empurrá-lo de vez.

Ele intensifica o movimento. O polegar dele volta a encontrar o meu clitóris, mas agora não é mais um toque suave; ele o esmaga, esfregando-o com uma força que me faz soltar um grito longo e agudo, as unhas da minha mão livre cravando-se no braço dele.

A pressão é tanta que eu sinto que vou entrar em combustão.

- Cael... por favor...- o nome dele escapa num gemido desordenado.

- Não para... não ousa parar agora.- ele ruge, a voz vibrando no meu peito enquanto ele aumenta ainda mais a cadência.

Eu acelero a masturbação, minha mão subindo e descendo em um ritmo maníaco, sentindo a rigidez dele chegar ao ponto de ruptura. Sinto o cheiro forte da nossa luxúria, o calor que sobe dos nossos corpos embaçando a minha visão.

Meu útero começa a se contrair, uma série de espasmos que começam lentos e se tornam cada vez mais fortes, mais urgentes.

- Cael... eu vou... eu vou... - Minhas pernas tremem, os músculos das minhas coxas retesados ao redor do braço dele.

-Goza na minha mão, garota!- Ele ordena, enterrando os dedos até o limite em mim. - Goza gritando meu nome porra.

O prazer me atinge como uma descarga elétrica de alta voltagem. Eu arqueio as costas, os olhos revirando enquanto o orgasmo me devora viva. Sinto as paredes da minha vagina esmagarem os dedos de Cael em ondas sucessivas de contrações violentas e ritmadas.

Eu grito, um som que não tem nada de civilizado, enquanto o calor líquido transborda de mim, inundando a mão dele, lubrificando cada movimento desesperado que ele ainda insiste em fazer.

Minha mão ao redor dele também não cede. Sinto o momento exato em que ele desmorona comigo. O corpo dele fica teso, os músculos do pescoço saltando enquanto ele solta um rosnado animal. Ele se retesa, a respiração parando por um segundo eterno antes de ele gozar.

O jato quente dele atinge minha palma e escorre por entre meus dedos, um transbordamento de tudo o que ele tentou conter e não conseguiu.

Desabamos um sobre o outro no silêncio que se segue, o único som sendo o das nossas respirações pesadas e erráticas.

Ele ainda está dentro de mim com os dedos, sentindo os últimos ecos do meu prazer, enquanto minha mão continua fechada ao redor dele, sentindo as pulsações finais.

O muro caiu. E, nas ruínas dele, só restamos nós dois.

Aos poucos, sinto o ar retornar aos meus pulmões em tragadas lentas, enquanto o peso do mundo - ou melhor, o peso de Cael - ainda me mantém ancorada ao lençol. Ele está praticamente desabado sobre mim, o rosto escondido na curva da minha nuca, onde o calor de sua pele parece marcar a minha de forma permanente.

Sua respiração, antes uma tempestade desgovernada, agora assume um ritmo suave, quase uma canção de ninar rústica. Consigo sentir as batidas do seu coração contra o meu peito; é algo constante, calmo e perigosamente confortável.

Estamos confortáveis demais. E quando digo "estamos", a admissão pesa em meus próprios ombros, porque me incluo nesse cenário sem resistência alguma.

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