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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 56

Hannah Brooks.

O ranzinza, o chefe autoritário, o homem que me irritava com cada palavra... ele havia sumido. No lugar dele, estava apenas o homem que estava me fazendo esquecer de todas as minhas regras com apenas um toque.

- Cael... - o nome dele escapa dos meus lábios pela primeira vez, sem títulos, sem formalidades.

Ele trava por um milésimo de segundo, os olhos encontrando os meus novamente. Um sorriso de canto, perigoso e carregado de uma satisfação sombria, surge em seu rosto.

- É assim que eu quero ouvi-la gritar meu nome essa noite. - ele diz contra minha nuca, seus dentes roçando minha pele sensivel.

O quarto estava mergulhado em uma penumbra densa, quebrada apenas pela luz pálida que vinha da rua, mas eu não preciso de visão. Meus sentidos estão todos concentrados no peso dele sobre mim, no cheiro dele, no calor que exalava de seu corpo.

A mão de Cael, grande e áspera, abandonou os botões da minha blusa e subiu até meu pescoço, não para apertar, mas para firmar meu rosto. O polegar dele traçou meu lábio inferior com uma possessividade que me fez estremecer.

- Você não tem noção do quanto eu me odiei hoje - ele confessou, a voz soando como um rosnado baixo, quase uma confissão de derrota. - Eu tentei focar em conversas, nas bebidas, nas piadas imbecis dos meus irmãos... mas tudo o que eu via era você. Aquela porra daquela parede, o jeito que você se arqueou para mim.

Eu tentei falar, tentei dizer que ele também não tinha saído da minha cabeça, mas as palavras se perderam quando ele baixou o rosto e atacou meu pescoço com uma mordida leve, seguida por uma sucção que eu sabia, com certeza, que deixaria uma marca.

Um gemido alto escapou da minha garganta, ecoando pelas paredes do quarto que, até ontem, era apenas o meu refúgio profissional.

- O que você está fazendo comigo, Brooks? - ele perguntou contra a minha pele, a respiração quente e pesada. - Porque eu não sou um homem que perde o controle. E com você, eu sinto que estou a um passo de mandar o mundo a merda só para ter mais cinco minutos disso.

Minhas mãos desceram pelas costas dele, sentindo os músculos tensionados sob o tecido caro da camisa. Eu o puxei para mais perto, querendo eliminar qualquer milímetro de ar que ainda teimasse em existir entre nós.

- Então faça isso- eu sussurrei, minha voz carregada do tipo de coragem que eu só aparece em momentos como esse. - Eu não quero o Senhor Sterling agora, Cael. Eu quero o homem que me deixou sem ar ontem à noite.

A resposta dele foi um palavrão baixo, abafado contra a minha boca quando ele voltou a me beijar.

Não era mais apenas desejo; era uma reivindicação. Ele se livrou da própria camisa com uma impaciência que quase rasgou o tecido, e por um segundo eu o observei contra a luz palida da noite.

O corpo coberto por tatuagens que eu jamais imaginaria existirem ali, os músculos definidos, o verdadeiro significado de deus grego em forma de homem.

Puta que pariu, eu morri e fui para o paraíso.

Ele sorriu ao notar que eu estava observando. Aquele sorriso convencido de quem sabe o efeito que tem, ele se aproximou novamente, e quando o calor da pele dele finalmente encontrou a minha, o mundo lá fora simplesmente deixou de existir.

O peso do corpo de Cael sobre o meu era a única coisa que me ancorava à realidade, enquanto todo o resto se dissolvia em sensações puras.

Quando sua mão subiu e envolveu meu seio, apertando-o com firmeza por cima do tecido de renda do sutiã, minha espinha arqueou involuntariamente. Um gemido baixo e sôfrego escapou dos meus lábios, entregando o quanto aquele toque bruto e possessivo me desarmava.

Ele não perdeu tempo. Vi sua cabeça baixar enquanto ele descia os beijos pelo meu colo, deixando um rastro de fogo até alcançar o alvo.

Quando sua boca envolveu meu mamilo através do tecido, sugando com uma intensidade que me fez perder o fôlego, o mundo lá fora simplesmente parou de girar.

Cael parecia insaciável, querendo arrancar cada centímetro de prazer que aquele momento pudesse oferecer. Mas o destino, ou o karma, tinha planos diferentes.

- Cael? Cael, você está aí em cima? - A voz feminina ecoou no corredor, abafada pela porta de madeira, mas alta o suficiente para cortar o clima como uma lâmina afiada.

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