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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 28

Cael Sterling.

Minhas mãos permanecem firmes no volante, mas meu corpo inteiro parece parar.

Respiro fundo.

Fecho os olhos por um instante — curto, calculado — o suficiente para reorganizar cada pensamento em seu devido lugar.

Ela se quer começou a trabalhar.

E já está testando limites.

— Chegamos. — digo, firme, cortando qualquer possibilidade de continuação.

Desligo o carro. O som do motor cessando deixa apenas o barulho da chuva lá fora. Destravo as portas com um clique seco.

Ela se vira para mim antes de sair.

E é ali que eu encontro.

O maldito olhar.

Aquele brilho arrogante, provocador... o tipo de expressão de quem sabe exatamente o que fez. De quem tem plena consciência de que encontrou um ponto cego e decidiu pressioná-lo sem hesitar.

Ela sorri.

E sai do carro antes que eu possa fazer o mesmo.

Eu a observo por um segundo a mais do que deveria, os dedos ainda apoiados no volante, a respiração controlada por pura força de vontade.

Maldita garota.

》☆☆☆☆《

☆ Hannah Brooks ☆

Eu o encaro.

De verdade. Sem pressa. Sem desviar. Me permito, pela primeira vez desde que entrei naquela casa, parar por um segundo e simplesmente observá-lo. Como se, olhando o suficiente, eu fosse conseguir entender. Decifrar. Encontrar algum sentido lógico para o fato de eu estar ali.

Spoiler: não encontro.

A casa… bom, a casa fala por si só. Fica em um dos bairros mais ricos da cidade — daqueles onde o silêncio é caro e cada metro quadrado parece gritar dinheiro. Muros altos cercam tudo, como se protegessem não só o lugar, mas também os segredos que vivem ali dentro. O quintal é espaçoso demais para ser chamado só de quintal, a piscina parece saída de revista, e a garagem… a garagem é maior do que o apartamento que eu divido com Jane.

Dois andares. Quatro quartos. E mais um monte de cômodos que eu honestamente já desisti de tentar entender para que servem.

Mas não é isso que me deixa inquieta.

É o vazio.

Porque, apesar de tudo aquilo, não tem ninguém ali. Nenhum som. Nenhuma movimentação. Nenhuma presença. Com exceção dos seguranças do lado de fora, a casa está… morta.

E isso não deveria ser normal.

Ele me mostrou cada canto como se estivesse apresentando algo completamente comum. Disse que o filho estava com os tios e que chegaria na manhã seguinte. Comentou que a irmã às vezes passava mais tempo ali do que no próprio apartamento. Falou mais um monte de coisas… detalhes, histórias, rotinas.

Eu não ouvi metade.

Porque, na minha cabeça, só existia uma única pergunta, repetindo em looping, como um alarme que eu não conseguia desligar:

Que porra eu tô fazendo aqui… sozinha com esse maluco?

Porque, sejamos sinceras… um homem que te persegue por semanas, aparece do nada oferecendo um emprego com benefícios absurdos, irreais, e ainda te entrega — praticamente de bandeja — a chance de ferrar com a vida do seu ex e da sua própria irmã?

Isso não é generosidade.

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