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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 25

Hannah Brooks.

Solto o cabelo dela com um empurrão, fazendo seu corpo ceder. Dou um passo para trás, observando o estrago com um sorriso torto nos lábios, analisando cada detalhe como se estivesse avaliando uma obra inacabada.

— Agora sim você tá apresentável, maninha… — digo, com uma leve inclinação de cabeça. — Mas não esquece, eu ainda não terminei.

Amelie cai de joelhos no canto do quarto, chorando de forma descontrolada. O rosto já começa a inchar, manchas vermelhas se espalhando pela pele enquanto um fio de sangue escorre dos lábios cortados — provavelmente pelo meu anel. Ela tateia o chão, desesperada, talvez procurando as próprias roupas, talvez qualquer coisa que a faça se sentir menos exposta. Eu não me importo. Nem por um segundo.

Apanho o taco de beisebol do chão e caminho lentamente até Ryan. Um pouco de sangue escorre do canto da boca dele enquanto ele tenta, de forma patética, se levantar. O esforço é inútil, o corpo não responde, e aquilo é quase… vergonhoso de assistir.

— Aonde você pensa que vai, amor? — digo, sorrindo abertamente, como se aquilo fosse apenas uma conversa banal. — Acha mesmo que eu terminei?

Inclino o taco no ombro, observando cada tentativa falha dele de se recompor, cada respiração pesada, cada olhar carregado de medo.

— A noite é uma criança, vida… e a brincadeira nem começou ainda.

Sem esperar resposta, viro as costas e caminho até a mesa no canto do quarto, onde o violão dele está repousado como um troféu ridículo. Passo os dedos pelo instrumento por um segundo, quase em falso apreço, antes de abrir a gaveta ao lado e encontrar uma tesoura.

— Hannah… não… por favor… — a voz dele sai arrastada, quebrada, desesperada.

Reviro os olhos, completamente indiferente.

— Eu sei, amor. Você pagou caro nisso aqui, né? Mais de mil dólares, especial, insubstituível… — dou de ombros, encaixando a tesoura entre as cordas. — Não é problema meu.

Corto a primeira corda.

O som agudo vibra no ar.

Depois outra.

E mais uma.

Vou cortando uma por uma, sem pressa, saboreando cada pequeno estalo metálico que preenche o silêncio entre os pedidos desesperados dele. Quando termino, o violão parece mais leve nas minhas mãos, mais frágil… mais fácil de quebrar.

Me viro devagar.

Ryan arregala os olhos no instante em que percebe.

Ergo o violão.

Da mesma forma que fiz com o taco.

E sorrio.

E antes que ele pudesse protestar, eu bati. O som do violão se chocando contra o ombro dele veio oco, seco, pesado — um impacto que pareceu reverberar pelo quarto inteiro, misturado ao grito de dor que rasgou o ar logo em seguida. O corpo dele cedeu ao golpe, curvando-se de forma patética, e por um segundo eu apenas observei.

Céus… como aquilo era satisfatório.

Ergui o violão novamente sem hesitar e bati de novo. E de novo. E mais uma vez. Ele gritava, tentando se proteger como podia, levantando os braços em uma defesa inútil, enquanto eu descarregava cada grama de raiva acumulada nos últimos meses. Não havia ritmo, não havia técnica — era pura força bruta, desorganizada, caótica, alimentada por tudo que eu engoli em silêncio por tempo demais.

O violão acertava onde desse. Pernas. Braços. Costelas — especialmente nas costelas já machucadas, arrancando gritos ainda mais altos, mais desesperados. E, ironicamente, isso só tornava tudo melhor. Cada reação dele era combustível.

Engraçado… eu nunca fui a favor da violência.

Mas, naquele momento, parecia a única coisa que fazia sentido.

Eu bati com tanta vontade que, quando finalmente parei, o que restava em minhas mãos já não era mais um violão — era só uma carcaça quebrada, inútil, jogada de lado como tudo que ele representava. De um lado, os restos do instrumento. Do outro, meu ex-noivo, jogado no chão, gemendo de dor, mal conseguindo respirar.

E, porra… a cena era quase hilária.

🥀 Capitulo 25🥀 1

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