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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 188

Hannah Brooks.

O sol da tarde de março banha o jardim interno e o salão principal da mansão Sterling, filtrando-se pelas amplas portas de vidro. O som de risadas, copos brindando e a movimentação constante de uma família grande preenchem cada canto do ambiente, criando uma atmosfera vibrante, acolhedora e calorosa.

Todas as peças da nossa vida estão reunidas aqui.

No canto do salão, Thomas e Lilian Sterling conversam animadamente com a minha mãe, Adelaide, que sorri de forma radiante ao lado de Axel Stone.

Sebastian e Ayla dividem um sofá em um canto enquanto Ethan, com agora 14 anos, e Savannah, com 12, que tentan assaltar a mesa de doces sem serem notados.

Gabriel, como sempre, está perto da mesa de bebidas brincando e provocando os meus tios - Andrew, Anthony e Kiara, que agora também são seus chefes ja que ele está fazendo residência no hospital da minha família. -, que devolvem as piadas com aquela energia protetora e barulhenta tão característica da família Voss.

E, um pouco mais perto dos berços portáteis, Mia e David radiantes dão atenção total ao pequeno Henry, enquanto supervisionam o sono tranquilo dos gêmeos, Mateo e Maya, agora com quatro meses.

No centro de tudo isso está o meu noivo.

Cael usa uma camisa social escura com as mangas dobradas até os antebraços, exalando aquela elegância natural e poderosa. Ele nunca foi fã de ser o centro das atenções ou de grandes celebrações, mas a leveza em seu olhar e a inclinação relaxada dos seus ombros mostram o quanto ter todos que amamos sob o mesmo teto o faz bem.

Sinto o tremor discreto nas minhas próprias mãos enquanto ajusto o tecido do meu vestido. Meu olhar cruza o salão e encontra o de Mia, que me dá um aceno imperceptível com a cabeça e um sorriso cúmplice. Ao lado de Cael, o pequeno Theo segura a minha mão com força, me olhando de relance com os olhos arregalados, cumprindo a nossa "missão secreta" até o último segundo.

Aproximo-me do centro do salão, segurando uma taça. O tinir leve do cristal chama a atenção dos primeiros convidados, e aos poucos o burburinho da festa vai diminuindo até que todos os olhares da sala se voltem para mim.

- Pessoal... se vocês me permitirem alguns minutos, eu gostaria de pedir a atenção de todos para um rápido brinde - digo, a minha voz ressoando clara pelo ambiente, embora o meu coração esteja martelando contra as minhas costelas como um louco.

Cael se vira na minha direção imediatamente. O olhar azul e penetrante dele se fixa em mim, sobrancelhas levemente franzidas com uma curiosidade carinhosa. Ele caminha devagar até parar ao meu lado, instintivamente pousando uma das mãos espalmadas na curva da minha cintura.

- Você não precisava fazer discurso, garota... - ele sussurra perto do meu ouvido, a voz grave e aveludada me causando aquele arrepio familiar.

- Eu preciso, sim - respondo, olhando nos olhos dele antes de me voltar novamente para a família. - Há um ano, se alguém me dissesse que eu estaria aqui, no meio desta família maravilhosa, prestes a me formar e ao lado do homem da minha vida, eu provavelmente não acreditaria. Nós passamos por tempestades dolorosas, por perdas, por momentos em que o chão pareceu sumir sob os nossos pés. Mas nós reconstruímos tudo. Cada um de vocês faz parte da minha cura e da minha história.

Vejo a minha mãe, Adelaide, enxugar uma lágrima no canto do olho, enquanto Lilian sorri com profundo afeto.

- Mas hoje é o dia de celebrar o homem que foi o meu porto seguro desde o primeiro instante - continuo, virando-me de frente para o Cael. O olhar dele está totalmente preso ao meu, atento, denso. - Cael, você passa a vida cuidando de todos nós. Protegendo essa família, carregando o peso do mundo nas costas sem nunca reclamar. Você disse que não queria presente nenhum este ano, que ter todos reunidos aqui já era o seu maior presente... Mas o Theo e eu achamos que você merecia algo a mais.

Theo dá um passo à frente, dando uma risadinha sapeca que não consegue mais segurar. Ele pega uma caixinha quadrada, elegantemente embrulhada com uma fita de cetim, que estava escondida no aparador ao lado, e a estende para o pai.

- Toma, papai! É o melhor presente do mundo inteiro! - Theo exclama com os olhos brilhando.

Cael olha para o filho, depois olha para mim, um sorriso intrigado e divertido surgindo nos seus lábios esculpidos.

- Vocês dois estão aprontando alguma coisa desde cedo, não estão? - ele provoca, pegando a caixa das mãos do menino.

Ele puxa a fita de cetim e remove a tampa de madeira nobre.

A sala inteira parece prender a respiração por um segundo. Fico parada na frente dele, minhas mãos entrelaçadas sobre o tecido do meu vestido, sentindo o ar fugir do meu peito conforme acompanho cada microexpressão do seu rosto.

Dentro da caixa, repousa um par de sapatinhos de crochê brancos e pequenos. Logo abaixo deles, repousa o laudo médico impresso do hospital da família Voss com o resultado positivo do Beta HCG e um pequeno bodyzinho dobrado com as palavras gravadas em letras finas: *"Parabéns pelo seu dia, papai. Vejo você em alguns meses."*

O tempo simplesmente para.

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