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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 184

Semanas depois.

Cael Sterling

A mansão está imersa em um silêncio absoluto quando a porta da frente se fecha atrás de mim. O som suave da trava eletrônica ecoa pelo hall de entrada de pé-direito duplo, sendo o único ruído a quebrar a quietude da madrugada. Foram duas semanas longas.

Quatordze dias exaustivos cruzando o Atlântico, trancado em salas de reunião em Londres e Frankfurt para fechar uma fusão bilionária que consumiu cada grama do meu juízo.

Eu estou moído, o jet lag pesando nos meus ombros como um fardo de chumbo, mas no segundo em que pingo os pés dentro de casa, o ar condicionado familiar e o aroma sutil que preenche este lugar começam a dissipar a minha fadiga.

Antes mesmo de ir para o meu quarto, meus passos me guiam por instinto pelo corredor do segundo andar. A porta do quarto do Theo está entreaberta, deixando passar um fio fino de luz noturna. Empurro a madeira devagar, sem fazer barulho, e me aproximo da cama.

Observo por alguns segundos a figura pequena coberta pelo edredom, a respiração ritmada e tranquila provando que o peso do mundo lá fora não tem o menor poder sobre o sono dele.

Me inclino, ajeito a coberta sobre os seus ombros e me demoro ali, absorvendo aquela paz. Ter uma família para a qual voltar é uma sensação que eu passei a maior parte da vida sem saber que precisava, mas que hoje é o único pilar que me mantém de pé.

Deixo o quarto do meu filho com passos silenciosos e sigo até a suíte presidencial no fim do corredor.

Ao girar a maçaneta e abrir a porta do nosso quarto, a visão que se desvela diante de mim me paralisa no limiar do ambiente.

Apenas a luz fraca dos abajures de cabeceira ilumina o espaço, projetando sombras suaves pelas paredes de tom neutro. No centro da cama king-size, Hannah dorme profundamente. Ela está atravessada nos lençóis, o corpo pequeno abraçado ao meu travesseiro como se buscasse o meu cheiro na minha ausência.

E, para arruinar o resto do meu autocontrole, ela está usando uma das minhas camisas sociais brancas. O tecido enorme fica solto no seu corpo, os primeiros botões abertos expondo a linha do seu colo, enquanto a barra mal cobre a curva das suas coxas fartas.

A imagem é de uma beleza tão avassaladora e brutal que o cansaço do meu voo simplesmente desaparece, substituído por uma onda avassaladora de possessividade e carinho.

Caminho até a lateral da cama, o carpete felpudo abafando o som dos meus sapatos. Me inclino sobre o corpo dela, sentindo o calor doce que emana da sua pele. Toco os seus cabelos escuros com extrema delicadeza, afastando algumas mechas do seu rosto sereno, e me abaixo para depositar um beijo demorado e quente na sua testa.

- Eu te amo, garota... - sussurro contra a pele dela, a voz saindo em um tom grave, carregado de uma devoção que eu não faço a menor questão de esconder.

Hannah solta um suspiro fraquinho durante o sono, ajeitando o rosto contra o meu travesseiro, totalmente alheia à minha presença.

Descolo-me dela e sigo direto para o banheiro. Preciso tirar a poeira da viagem, o cheiro de avião e o estresse dos negócios antes de tocá-la como eu realmente quero. Tiro o terno, a gravata e a camisa, deixando as roupas caírem pelo chão de mármore.

Entro no box do chuveiro e deixo a água quente cair sobre as minhas costas tensas. Lavando o cabelo e a pele com o sabonete amadeirado que ela tanto gosta, sinto o sangue voltar a circular com força total pelas minhas veias.

Conforme a água morna escorre pelo meu corpo, a minha mente não consegue pensar em outra coisa a não ser na mulher que está deitada a poucos metros de mim. Foram duas semanas longe.

Duas semanas sem ouvir a sua audácia, sem sentir o aperto da sua intimidade contra o meu pau, sem poder marcá-la como minha todas as noites. O desejo acumulado nesses catorze dias começa a criar raiz no meu ventre, uma fome visceral que transforma o meu pau em uma estaca ereta, rígida e latejante em questão de segundos.

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