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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 178

Narradora.

Hannah desembarcou a passos rápidos, o som de seus sapatos ecoando pelo piso de concreto polido do subsolo. Ela entrou no elevador, e o painel digital exigiu a biometria do segurança antes de subir direto para a ala VIP restrita - um setor cuja existência nem sequer constava nos mapas oficiais do hospital.

Quando as portas metálicas do elevador se abriram no oitavo andar, o silêncio absoluto do setor VIP envolveu Hannah. O corredor era amplo, com iluminação indireta e piso amadeirado, cheirando suavemente a antisséptico e lavanda.

No centro do hall de recepção, de pé ao lado de um balcão de monitoramento, estavam duas figuras.

Kiara Voss trajava um terno escuro impecável, os cabelos alinhados e a expressão aristocrática recuperada, embora o cansaço estivesse marcado na sutileza de seu olhar. Ao lado dela, vestindo um jaleco médico de corte impecável sobre a roupa social, estava Andrew Voss. O irmão do meio da família possuía traços marcantes, o olhar clínico e focado, e uma aura de tranquilidade técnica que instantaneamente transmitia autoridade.

Ao ver Hannah surgir pelo corredor, Kiara deu dois passos à frente.

Hannah não disse nada. Não havia espaço para formalidades. Ela caminhou direto para a tia, e Kiara, que raramente demonstrava afeto físico, envolveu a sobrinha num abraço firme e protetor. Hannah fechou os olhos por alguns segundos, encostando o rosto no ombro de Kiara, deixando que aquele toque ancorasse sua realidade vacilante.

- Ele cumpriu a palavra, querida. - sussurrou Kiara no ouvido da sobrinha, a voz suave. - Ele trouxe a sua mãe e sobreviveu.

Kiara afastou-se devagar e indicou o homem ao seu lado.

- Este é o Andrew, um dos seus tios. - disse Kiara. - Foi ele quem operou o Cael e garantiu que ele estivesse inteiro para você.

Andrew deu um passo à frente, oferecendo um sorriso contido e reconfortante para a sobrinha que ele havia acabado de conhecer. Ele segurou as mãos de Hannah com delicadeza profissional.

- Hannah - a voz de Andrew era grave, pausada e profundamente serena. - O Cael é um homem incrivelmente forte. A lesão foi severa, a perda sanguínea foi no limite do suportável, mas a reconstrução cirúrgica foi limpa. A hemodinâmica dele está perfeita, o pulmão reexpandiu completamente e os analgésicos estão controlando a dor.

Hannah respirou fundo, tentando conter o tremor que ainda sacudia seu peito.

- Ele... ele está acordado? - perguntou ela, a voz embargada.

- A sedação profunda foi retirada há uma hora - respondeu Andrew, apontando com a cabeça para as portas duplas de vidro fosco ao fundo do corredor, onde dois seguranças armados montavam guarda. - Ele está consciente, embora ainda um pouco grogue pela anestesia. Ele recusou a medicação mais forte para dor no minuto em que soube que você estava a caminho. Ele queria estar lúcido para te ver.

As lágrimas voltaram a banhar o rosto de Hannah. Ela olhou na direção da porta da UTI, o coração batendo forte no peito.

- Posso ir ver ele? - pediu ela, a voz falhando.

- O quarto é todo seu - consentiu Andrew, dando um passo para o lado. - Tome o tempo que precisar. O Cael está te esperando.

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Hannah empurrou as portas duplas com as mãos trêmulas. O silêncio da suíte de terapia intensiva era interrompido apenas pelo bipe ritmado, suave e contínuo do monitor cardíaco e pelo sussurro sutil do fluxo de oxigênio. A iluminação do quarto era tênue, vinda das réstias de sol da manhã que cortavam a persiana entreaberta.

No centro da sala, sobre o leito elevado, estava Cael.

A visão cortou o peito de Hannah como uma lâmina fria. O homem cuja presença física costumava preencher qualquer ambiente com uma aura de invencibilidade agora repousava entre lençóis brancos, a pele pálida, o peito nu coberto por eletrodos de monitoramento e por um curativo compressivo espesso que cobria toda a lateral direita de suas costelas. Um acesso venoso central infundia medicação em seu pescoço, e uma cânula nasal fornecia oxigênio suplementar.

Hannah deu o primeiro passo, o som de seus sapatos morrendo no piso acolchoado. Cada respiração de Cael parecia exigir um esforço calculado, o tórax subindo e descendo devagar para evitar a dor aguda da incisão cirúrgica.

Ao sentir a presença no quarto, os cílios escuros de Cael tremeram. Ele abriu os olhos lentamente. Suas íris, normalmente afiadas e dominantes, estavam turvas pelo resíduo da anestesia e pelo cansaço extremo, mas o brilho de reconhecimento foi imediato assim que encontraram o rosto de Hannah.

A linha do monitor cardíaco acelerou um sutil toque.

- Amor... - a voz dele saiu como um sussurro rasgado, grave e áspero pela intubação recente.

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