Entrar Via

A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 167

Hannah Brooks.

— Hannah, deu! Chega! - A voz de Cael soa firme e definitiva logo atrás de mim.

Desta vez, Cael passa os dois braços fortes ao redor do meu tórax e me puxa para trás com força total, usando todo o seu peso para me arrancar da borda. Meus dedos finalmente se soltam dos fios molhados do megahair da loira.

Serena desaba para o lado, caindo sentada no chão de pedra molhado. Ela se encolhe em posição fetal, encharcada do pescoço aos pés, o vestido vermelho colado ao corpo e transparente, tossindo sem parar, expelindo água e chorando em soluços descontrolados e angustiantes.

Fico de pé, presa contra o peito arfante de Cael que me segura firme, enquanto encaro a carcaça destruída da ex-esposa dele jogada aos meus pés, com metade da alta sociedade assistindo ao espetáculo em absoluto e estarrecedor silêncio.

O peito de Cael subia e descia com violência contra as minhas costas, o abraço dele ao redor dos meus braços e do meu tórax tão firme quanto uma algema de aço.

Eu arfava, o cabelo meio solto caindo pelo meu rosto, o sangue quente do meu lábio cortado pulsando em sintonia com o coração que parecia querer rasgar a minha caixa torácica.

A minha volta, o silêncio era absoluto, denso e sepulcral.

Centenas de olhos da alta elite de Toronto estavam arregalados, fixos em mim e na carcaça escorraçada que soluçava no chão. Ninguém ousava dar um piu. Ninguém ousava dar um passo para frente.

O som que dominava o pátio era apenas o borbulhar calmo da água da fonte e os engasgos desesperados de Serena, que tossia, cuspia água e se encolhia no piso de pedra, parecendo um bicho atropelado.

- Respira, amor... Olhando pra mim, respira - a voz do Cael veio baixa, rouca, encostada no pé do meu ouvido. Ele não estava irritado comigo; a voz dele vibrava com uma mistura de choque, proteção e um orgulho primitivo que ele tentava disfarçar a todo custo. - Acabou, Hannah. Você destruiu ela. Já chega.

Passei a língua pelo lábio, sentindo o gosto metálico do sangue, e soltei um riso soprado, cínico, que fez Cael apertar ainda mais a pegada na minha cintura.

- Me solta, Cael. Eu não vou mais bater - murmurei, a voz rasgada pela adrenalina, mas surpreendentemente calma. - Eu só quero olhar nos olhos dessa vagabunda uma última vez.

Senti os braços dele hesitarem por um segundo antes de me liberarem devagar. Cael permaneceu colado a mim, uma mão espalmada nas minhas costas, pronto para intervir caso eu decidisse afundar a loira de novo.

Dei dois passos lentos até a borda molhada. Abaixei-me, ficando de joelhos na pedra, e segurei o queixo de Serena com força, obrigando-a a erguer o rosto.

A cena era patética. O vestido vermelho-sangue estava rasgado e transparente, grudado ao corpo; a maquiagem cara tinha escorrido inteira, deixando manchas pretas bizarras pelas bochechas; o cabelo loiro e impecável agora parecia uma maçaroca de alga marinha.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá do Magnata de Gelo