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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 161

Hannah Brooks.

Hannah Brooks.

Eu não saberia dizer ao certo qual foi a sensação exata de ter Kiara Voss me abraçando. Empatia, desespero, um pavor cortante e sepulcral... tudo pareceu se fundir em uma massa densa e sufocante sobre o meu peito. E, quando nos separamos e eu finalmente consegui me afastar daquela carga emocional avassaladora, me vi sendo arrastada por Theo em direção ao restante dos brinquedos nos jardins.

Minha mente ainda tentava processar cada olhar de Kiara, mas o pequeno furacão ao meu lado não me deu tempo para afundar em pensamentos. Ele me puxou para tudo: desde os brinquedos mais simples, como os balanços e a gangorra, até o gira-gira — onde tive a absoluta certeza de que minha alma se desconectou do meu corpo por alguns segundos enquanto o brinquedo rodava sem parar.

Tomamos sorvete de casquinha, rimos da cara um do outro e depois organizamos uma verdadeira operação secreta com Savannah e Ethan para assaltar as travessas de doces na cozinha. Enquanto pratos franceses refinados e caríssimos eram servidos aos convidados no salão principal, nós devorávamos escondidos os brigadeiros gourmet e doces finos que sabíamos que existiam no buffet. Que diabos, quem quer comida francesa refinada em um domingo à tarde quando se tem uma montanha de doces à disposição?

E foi assim que a tarde passou praticamente voando.

Quando o relógio marcou 18h, os últimos raios de sol ainda resistiam no céu, agora mais fracos, tingindo o horizonte em tons alaranjados e suaves que se misturavam ao azul-escuro.

As mesas do salão de festas da mansão já estavam impecavelmente postas para o jantar e a recepção principal. Eu ainda me perguntava por quais diabos de motivos Cael sentiu a necessidade de convidar metade da alta sociedade para aquilo.

Toda a decoração do ambiente havia sido montada em um paleta estrita de vermelho e preto, tudo porque Theo estava passando por uma fase em que seu super-herói favorito no mundo inteiro era o Homem-Aranha.

Agora, prestem bastante atenção: eu disse que a decoração do salão era vermelha e preta, não que era temática do Homem-Aranha. Esse era mais um dos motivos muito válidos pelos quais eu estava seriamente cogitando mandar Cael passar a noite fazendo companhia a Arthur e Celeste no canil.

— A decoração deveria ser do Homem-Aranha — resmungo, parando ao lado dele e cruzando os braços enquanto observo o salão. — Amor da minha vida, me responde com sinceridade: onde está o Homem-Aranha nesta festa?

— Eu pedi especificamente aos decoradores que fizessem tudo nas cores do Homem-Aranha — Cael responde com toda a calma do mundo, aquela serenidade inabalável que só ele consegue ter diante do absurdo. — Ficou parecido.

— Não ficou parecido, amor. O salão está parecendo muito mais uma recepção de festa gótica moderna do que o aniversário de quatro anos de uma criança — respondo, mantendo a classe e me esforçando para não franzir a testa. — A sua sorte é que o Theo achou que era uma festa inspirada em vampiros.

Aponto para o centro do salão, onde o pequeno humano está girando em círculos, eufórico, vestindo uma capa preta improvisada que Lilian conseguiu costurar rapidamente para ele, completa com uma dentadura de plástico de Halloween na boca.

Cael observa a cena por alguns segundos, ajustando o paletó.

— É... acho que eles realmente exageraram na sobriedade da decoração — ele admite, finalmente caindo na real.

Fecho os olhos por um segundo, respirando fundo e tentando reprimir a gargalhada que ameaça subir pela minha garganta. Céus, alguém me ajude a entender a cabeça desse homem!

Aproximo-me dele o suficiente para romper o espaço pessoal e lhe roubar um selinho rápido. Ele sorri de volta — aquele tipo de sorriso de canto, genuíno e devastador, que faz meu coração bater mais forte e me lembra exatamente por que sou apaixonada por ele.

Alguns minutos se passam até que Cael siga em direção ao pequeno palco no centro do salão, acompanhado por Theo, para dar início aos parabéns e aos agradecimentos formais.

Cael segura o microfone e começa um discurso alinhado sobre mais um ano de vida do filho, novas chances e mais alguns tópicos institucionais dos quais eu não estava prestando a menor atenção.

Afinal, enquanto Cael tentava manter a compostura de grande empresário, Theo corria loucamente ao redor das pernas do pai, segurando a capa improvisada e gritando a plenos pulmões que iria se transformar em um morcego.

Obviamente, o pequeno morceguinho atraiu dez vezes mais a atenção dos convidados do que as palavras formais de Cael. O público acompanhava o discurso sorrindo com a arte descarada e adorável de Theo.

🥀 Capitulo 161🥀 1

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