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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 157

Hannah Brooks.

Theo e Henry pulavam ao meu redor como se estivessem prestes a decolar, as mãozinhas sujas de bolo de chocolate deixando rastros invisíveis no ar enquanto faziam uma dança da vitória totalmente desengonçada.

A quadra poliesportiva coberta da mansão havia sido completamente desfigurada. O piso de madeira de demolição estava protegido por uma camada sintética preta e brilhante, rodeado por barreiras estofadas que pareciam almofadas gigantescas.

No canto, enfileirados como uma frota de luxo em miniatura, estavam cerca de oito carrinhos de b**e-b**e reluzentes, equipados com faróis de LED e para-choques emborrachados.

- A gente vai ser piloto, tia... - disse Henry, quicando de um lado para o outro com a bochecha ainda suja de cobertura. - Pilotão de corrida!

- É, Naná, igual na TV! - completou Theo, abrindo os braços e quase tropeçando nos próprios pés enquanto tentava fazer o contorno de uma curva imaginária. - A gente faz vruuuuummm e b**e em todo mundo! Paaah!

Ambos começaram a correr em círculos ao meu redor, inclinando o corpo para os lados e produzindo ruídos ensurdecedores de motores e derrapagens com a boca. Era um espetáculo de pura energia caótica de quatro anos - o oposto exato da pose engomada dos convidados do salão principal.

Avisto Mia se aproximando pelo acesso lateral da quadra, trazendo Ethan e Savannah a reboque. Ambos ostentavam uma expressão de profunda resignação nas faces, como se tivessem acabado de marchar para fora de uma zona de guerra diplomática.

Ao chegarem perto de nós, o ar solene de adolescentes aristocráticos desmoronou por um segundo. Eles se abaixaram para ficar na altura de Theo, desejando um feliz aniversário para o primo com um abraço apertado e sincero antes de se levantarem novamente.

- Eu não sei qual de vocês duas teve essa ideia, mas eu agradeço do fundo da minha alma - disse Ethan, soltando um suspiro dramático com aquele ar de adolescente que acabou de ser resgatado de um cativeiro. - O tio Cael já estava começando a me cercar para falar de relatórios da empresa junto com aqueles outros homens de terno. Eu estava a um passo de simular um desmaio.

- Ao menos ninguém estava planejando o seu casamento - retrucou Savannah, cruzando os braços e ajeitando uma mecha do cabelo com visível irritação. - Uma mulher que eu nunca vi na vida, abarrotada de diamantes, estava me dando conselhos sobre 'como ser uma boa esposa e manter a etiqueta quando eu crescer'... Eu não tenho nem quinze anos, quem dirá um namorado!

Mia e eu não conseguimos evitar uma troca de olhares rápida antes de caindo na gargalhada. Pelo visto, a tortura social de Cael não estava poupando nem mesmo as gerações mais novas da família.

- Bom, a boa notícia é que o protocolo oficial acabou de ser cancelado por ordem superior - declarei, piscando para Savannah e apontando para a frota de carros. - Aqui a única regra é não ter juízo.

Nos juntamos e fomos em direção ao rapaz responsável pelo brinquedo, que nos encarou com um mistério de alívio e choque ao perceber que finalmente alguém usaria a estrutura milionária montada ali.

Ele nos explicou rapidamente os comandos simples de pedal e volante, enquanto Theo e Henry tentavam escalar os veículos antes mesmo de a instrução terminar.

A divisão foi feita sem grandes negociações: Mia acomodou Henry no carona do seu carrinho vermelho; Theo agarrou minha mão e me puxou com força para o modelo azul-marinho; enquanto Savannah e Ethan, alimentados por pura vingança adolescente, pegaram cada um o seu próprio carro.

- Naná, O Theo dirige... o Theo dirige! V- decretou Theo, já instalado no banco, agarrando o volante com tanta garra que os nós dos seus dedinhos ficaram brancos.

Isso enquanto eu tentava fazê-lo por o sinto de segurança.

- Nem pensar, mocinho. Seu pai me mata se eu você se machucar. Você vai ser meu copiloto oficial de buzina e gritaria - respondi, acomodando-me como podia no banco estofado e afivelando os cintos de segurança de nós dois.

O operador acionou o sistema central. Um zumbido elétrico suave ecoou pelo recinto, os faróis de LED de todos os carrinhos se acenderam simultaneamente e a pista ganhou vida.

Antes mesmo que eu pudesse ajeitar os pés no pedal, Savannah acelerou fundo. O carrinho dela disparou com um silêncio elétrico assustador e foi direto contra a traseira do veículo de Ethan, provocando uma batida seca e o primeiro grito de guerra da tarde.

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