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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 153

Hannah Brooks.

Os pais de Cael me recebem de uma forma tão incrivelmente calorosa e genuína que aquele medo bobo de não ser aceita por eles passa a ser exatamente apenas isso: um receio tolo, infundado e nada real.

Fiquei algum tempo na sala de estar ao lado de Cael, conversando com os dois em uma atmosfera leve, animada e extremamente agitada. E é claro que a mãe dele não perdeu a oportunidade de fazer questão de contar uma história deliciosamente embaraçosa sobre a infância de Cael.

Algo sobre ele e Sebastian terem se trancado por acidente dentro do banheiro da casa de praia quando ainda eram bem pequenos, o que acabou exigindo que arrombassem a porta inteira para finalmente conseguir tirá-los de lá de dentro. Foi um momento profundamente agradável e descontraído e, pela primeira vez em muito tempo, me senti verdadeiramente incluída e acolhida em cada minuto da conversa.

Então era exatamente assim que era se sentir pertencente a uma família de verdade.

Em determinado momento, Cael e o pai se retiraram em direção ao escritório principal da casa sob o pretexto de tratar de assuntos urgentes da empresa.

Mas eu sei perfeitamente que não é nada disso; ele está obstinado e empenhado em levar até as últimas consequências essa investigação rigorosa sobre o meu passado... ainda mais depois daquela mensagem perturbadora que Axel enviou horas atrás.

Eu admito para mim mesma que também estou consumida pela curiosidade. Quer dizer, quem não estaria na minha posição? Afinal, não é como se fosse a coisa mais comum do mundo descobrir que a sua vida inteira foi construída sobre uma base sólida de mentiras e omissões.

- Hannah, querida... - a voz de Lilian ecoa suavemente no silêncio da sala, um tom aveludado e profundamente maternal transbordando em cada palavra. - Você se importaria se eu lhe perguntasse uma coisa?

Encaro por um segundo aqueles olhos azuis intensos e expressivos, reconhecendo imediatamente de onde Cael herdou exatamente aquele mesmo olhar marcante. Pisco algumas vezes, tentando organizar os pensamentos antes de finalmente responder.

- Ah... claro, dona Lilian. Pode perguntar o que quiser.

- Você tem certeza? - Lilian faz uma breve pausa reflexiva, como quem escolhe com extremo cuidado as palavras certas para não soar invasiva. - Quero dizer, sobre você e o meu filho... sobre o que você realmente deseja para o seu futuro. Vocês têm alguns anos de diferença, Cael é um homem que carrega uma bagagem emocional e responsabilidades imensas, e você ainda é tão jovem, querida... tem a vida inteira pela frente.

- Lilian, eu...

- Por favor, deixe-me terminar primeiro, filha - ela pede docemente, mantendo o mesmo tom protetor. - Peço do fundo do coração que não me entenda mal. Você é uma moça absolutamente linda, e eu notei desde o primeiro segundo a forma como meu filho olha para você. Faz muitos anos que eu não via o meu menino sorrindo de verdade, com os olhos brilhando, e eu sou imensamente grata a você por devolver a vida a ele.

Ela faz uma nova pausa dramática, sem desviar os olhos azuis dos meus por um único segundo. Não há um pingo de hostilidade ou julgamento em seu semblante; é algo puramente materno.

É o olhar experiente de alguém que já viveu o suficiente, criou quatro filhos com dedicação absoluta e que ainda assim estaria disposta a enfrentar o mundo inteiro de novo se isso garantisse a proteção e o bem-estar de cada um deles.

- Mas eu preciso lhe fazer um pedido, como uma mãe que quase perdeu esse mesmo filho duas vezes ao longo da vida. O Cael é um bom homem. Ele é um pouco rude, turrão e extremamente cabeça-dura às vezes, eu sei, mas tem um coração de ouro, querida - Lilian se aproxima um pouco mais e segura as minhas duas mãos, aplicando um aperto suave e caloroso enquanto me encara. - Eu só lhe peço que, se porventura algum dia você não o quiser mais ao seu lado, seja transparente. Seja sincera com ele e não o destrua como outras pessoas já fizeram no passado... eu conheço a alma do meu filho, Hannah, e sei que ele não aguentaria passar por um despedaçamento parecido novamente.

Fico em absoluto silêncio por alguns instantes, absorvendo o peso e a honestidade de cada uma daquelas palavras. Lilian não estava falando como uma sogra possessiva que queria minar ou interferir no relacionamento do filho, mas sim como uma mãe vulnerável que simplesmente não suportaria ver o filho sofrendo outra vez.

🥀 Capitulo 153🥀 1

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