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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 150

Hannah Brooks.

Paro no hall de entrada da suntuosa mansão, a escassos passos da grande escadaria de mármore e a uma distância mínima do corredor decorado que leva à sala de estar principal. O som caloroso de risos vindos daquela direção ecoa por todo o ambiente, ricocheteando nas paredes altas e no teto trabalhado.

É acolhedor de certo modo, quase nostálgico.

Mas algo dentro de mim - algo pequeno demais para ser nomeado, mas dolorosamente presente - começa a se agitar.

É aquela insegurança antiga, a mesma que se encaixa lá no fundo da alma e sussurra verdades incômodas. Ela me diz que eu não pertenço a este momento, que não me encaixo nesta moldura e que eu sequer deveria ousar me juntar a eles.

Theo e Henry correm em disparada na minha frente, ignorando qualquer protocolo, gritando "vovó" e "vovô" a plenos pulmões enquanto os passos infantis ressoam pelo piso brilhante.

Sinto o toque suave e firme das mãos de Cael se instalando em minha cintura, um gesto instintivo de posse e carinho, mas nem mesmo a proximidade dele é capaz de me confortar agora.

Minha mente me bombardeia implacavelmente com um milhão de pensamentos nada sutis, criando cenários catastróficos em questão de segundos.

Eu não pertenço a este lugar.

Eu definitivamente não pertenço a esta família.

Eu sequer deveria estar aqui esta noite.

E se eles não gostarem de mim? E se eu for uma completa decepção perto do que esperavam para o filho? Quero dizer, basta olhar para Cael.

Ele é um homem mais velho, absurdamente bem-sucedido, que comanda um império colossal com empresas espalhadas pelo mundo inteiro, e eu sou...Eu.

Eu sou apenas a mulher que começou nesta casa como a babá do filho dele e que, de alguma forma inexplicável, teve a "sorte" de ser notada pelo patrão.

E se os pais dele olharem para mim e enxergarem apenas algum tipo de interesseira?

Alguém que só está com o filho deles pelo dinheiro, pelo sobrenome e pelo estilo de vida luxuoso que ele pode proporcionar?

Certo, eu admito para mim mesma que no começo, quando começamos aquele maldito e perigoso jogo de gato e rato, tirei vantagem da atenção de Cael em certos momentos.

É tentador ser mimada quando se cresce sendo invisível, sendo ignorada por todos e buscando desesperadamente o afeto de pessoas que nunca estiveram dispostas a entregar amor algum.

Mas agora... merda.

Eu aprendi a amar esse brutamontes ranzinza com todas as minhas forças, mesmo quando ele me tira completamente do sério com esse controle excessivo.

E, sinceramente, eu não saberia como reagir se os pais dele simplesmente me rejeitassem. Mais do que isso: eu não saberia como lidar se a desaprovação deles afetasse a forma como o próprio Cael me enxerga de alguma maneira.

- Amor... - a voz grave e suave dele chega aos meus ouvidos, cortando como uma lâmina amável o turbilhão de pensamentos que rastejam pela minha mente. - Está tudo bem se você não quiser conhecê-los hoje.

O tom que ele usa é tão protetor, tão genuíno, que eu não saberia dizer se devo agradecer por esse cuidado constante ou se me sinto ainda mais frágil por precisar dele.

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