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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 131

Cael Sterling.

Alguns dias depois.

É bom finalmente estar de volta em casa. Sentar na minha própria poltrona, respirar o ar do meu escritório e sentir que estou, aos poucos, retomando o controle da minha vida. Nem que seja por alguns parênteses curtos de tempo - especificamente quando consigo tomar uma decisão sem que ela seja sumariamente anulada, vetada e pisoteada pela miniatura de pinscher que eu chamo de minha garota... embora ela prefira me chamar de velho ranzinza.

Hannah se encarregou pessoalmente de "colocar a minha vida nos eixos". E isso significa que ela está mais do que disposta a seguir as orientações dos médicos à risca, com uma disciplina militar assustadora. Estudantes de medicina, né? Fazer o quê. Quando eles cismam com o protocolo, viram ditadores.

O doutor prescreveu repouso absoluto, zero estresse, nada de atividades que possam sobrecarregar meu corpo, e uma lista infinita de outras restrições às quais eu nem sequer me dei ao trabalho de prestar atenção.

Tudo isso porque, enquanto o médico falava comigo no hospital como se eu fosse uma criança mimada de cinco anos, a minha irmã e a minha mulher estavam do lado de fora do quarto. Pelo vidro, eu via as duas cochichando com as cabeças coladas, com aquele olhar maquiavélico de quem estava armando a vingança mais mirabolante de todos os tempos.

E o pior de tudo é que eu sei que elas estão. Mia sozinha já é perfeitamente capaz de transformar a existência de qualquer infeliz em um verdadeiro caos na terra; acompanhada de Hannah, tenho um medo real de que as duas iniciem a Terceira Guerra Mundial. E, honestamente, eu não duvidaria nada de que elas saíssem vitoriosas.

O problema é que, mesmo com a Hannah tentando gerenciar cada segundo do meu tempo - e ela tem feito isso com uma eficiência assustadora, muito melhor do que a minha própria secretária -, eu ainda tenho uma montanha de pendências para resolver. E a principal delas inclui tentar convencer os meus irmãos a manterem todo o meu plano em absoluto sigilo.

- Isso é loucura, Cael. - A voz de Sebastian ecoa pela sala espaçosa, carregada daquele tom pesado de reprovação que ele adora usar. - A garota passou todas as noites naquele maldito quarto de hospital ao seu lado, sem pregar o olho, e agora você quer agir pelas costas dela? Não sei não, irmão... Acho que essa é a pior ideia que você já teve na vida.

- Eu só não quero que ela se torne o alvo de todo esse caos - digo, massageando as têmporas e tentando manter a pouca paciência que me resta após dias à base de remédios e suco. - Eu sei que anunciar publicamente que estamos juntos é uma opção para blindar o nome dela, mas ela me pediu discrição. Então eu...

- E então você tem a brilhante e suicida ideia de querer agir pelas costas dela e confrontar aquela vadia da Serena você mesmo? - Gabriel interrompe, o sarcasmo escorrendo de cada palavra enquanto ele se encosta no aparador. -Usou cocaína estragada, porra?

A irritação na voz dele faz os meus punhos se fecharem com força contra o braço de couro da poltrona.

- Baixa a merda do tom de voz, Gabriel! - rebato, os olhos azuis cerrados enquanto o encaro com severidade. - Eu ainda sou o seu irmão mais velho e exijo a porra do respeito nesta casa.

- É mais velho, e faz mais merda também - ele devolve sem piscar, a indignação estampada no rosto. - Porra, Cael! O Sebastian tá coberto de razão... A Hannah fez mais por você em poucas semanas do que a Serena fez em anos enquanto vocês estavam juntos. E agora você quer simplesmente ignorar o esforço dela resolver essa merda sozinho?

Irritado com a enxurrada de sermões que sai da boca dos meus irmãos, estendo a mão até a mesa de centro, pego o meu celular e destravo a tela. Navego pela galeria secreta até encontrar o arquivo que guardo comigo como uma espécie de troféu e orgulho silencioso.

É um vídeo curto. Daquela noite inesquecível em que eu entreguei a ela todas as cartas e documentos para destruir de vez a vida da irmã traíra e do ex-namorado babaca.

O vídeo em questão mostra o exato momento em que Hannah arrasta a puta que se dizia irmã dela para fora daquele prédio medíocre. Pelos cabelos. E totalmente sem roupa na calçada. É simplesmente magnífico rever aquela cena.

Porque, porra... a minha garota estava perigosamente sexy, furiosa, armando o maior espetáculo da cidade e fazendo aquela vadia pagar por cada lágrima que a fez chorar.

Com um breve riso de satisfação sombria, estendo o aparelho na direção de Sebastian. Gabriel se aproxima imediatamente, curvando-se sobre o ombro do mais velho enquanto dou o play.

Me encosto no encosto da poltrona, cruzando os dedos sobre o colo enquanto aprecio a reação dos dois. Assisto com profundo deleite o rosto dos meus irmãos passar por umas vinte expressões diferentes - do choque absoluto à perplexidade pura - até que o vídeo finalmente termina e os dois erguem os olhos na minha direção, completamente atônitos.

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