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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 120

Hannah Brooks.

- Como se sente? - a voz suave de Ayla ecoa após longos minutos de quietude, trazendo de volta aquele tom de cuidado genuíno, mas sem ser invasiva ou pressionar meu espaço.

- Bem melhor... Agradeço. - digo baixinho, forçando-me a tomar mais um pouco do caldo de ervilhas amarelas, sentindo o calor descer aquecendo meu peito. Respiro fundo, buscando um resquício de estabilidade antes de tornar a falar. - Me perdoe, senhora Sterling. Eu não queria dar todo esse trabalho a vocês. Eu não tive a intenção de causar essa cena, eu apenas... Eu perdi o controle.

- Por favor, Hannah, me chame apenas de Ayla, querida. - ela pede, oferecendo-me um sorriso mínimo e acolhedor, mantendo o mesmo tom doce de antes. - E não se desculpe. Sua reação foi completamente comum e compreensível para uma situação tão angustiante quanto essa. Eu consigo perfeitamente imaginar o tamanho do seu susto ao encontrá-lo desacordado daquela forma no escritório.

- Ele não estava desacordado. - murmuro, interrompendo-a em um fio de voz, focando meus olhos fixamente no reflexo do caldo dentro da tigela em minhas mãos. - Ele ainda estava acordado quando eu cheguei... Ele estava ranzinza, mudando de humor a cada segundo e eu... Eu simplesmente achei que fosse apenas o cansaço acumulado. Ele tem estado tão ocupado ultimamente, tem trabalhado tanto, sob tanta pressão... Eu só achei que... Que ele precisava descansar, que era uma noite ruim.

Respiro fundo, sentindo aquele nó familiar na garganta se formando outra vez, e o peso esmagador de cada palavra dita se acumulando como pedras nos meus ombros.

- Mas então ele começou a dizer coisas estranhas, coisas que não faziam sentido... - Faço uma pausa forçada para buscar ar, lutando para manter a coerência e não desabar em choro novamente. - Ele ficou me perguntando se eu iria embora, dizendo repetidamente que não queria me deixar e milhares de outras frases desconexas... Eu só percebi que algo estava terrivelmente errado, que não era apenas o sono ou a exaustão, quando ele olhou bem no fundo dos meus olhos pela segunda vez. Logo depois disso, ele simplesmente apagou nos meus braços.

Inspiro, respiro, inspiro e respiro novamente, imitando mentalmente os exercícios de ancoragem que conheço. Tento manter o foco a todo custo, sem deixar que a onda de preocupação e o desespero tomem conta de mim outra vez. Mas é uma tarefa quase impossível quando a imagem daquele homem sempre tão implacável, agora em um estado tão frágil e vulnerável na maca, continua a voltar em looping à minha mente.

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