Hannah Brooks.
- Cael... - meu gemido como um apelo necessitado, os meus olhos fixos nos dele, implorando pelo fim daquela distância.
Ele não me responde com pressa.
Cael apoia o peso do corpo nos antebraços, um de cada lado da minha cabeça, mantendo os nossos rostos a milímetros de distância. Ele quer que eu veja. Ele quer que eu sinta cada fração do impacto.
Devagar, com uma lentidão que beira a crueldade romântica, ele começa a empurrar.
- Ah... - O som escapa da minha garganta em um suspiro longo, os meus olhos se arregalando ligeiramente enquanto sinto a cabeça dele romper a minha entrada, me esticando, me preenchendo com um calor que faz meu corpo inteiro se anestesiar.
Centímetro por centímetro. Ele entra sem pressa nenhuma, forçando a minha carne ultra-sensível e castigada pelo vibrador a se moldar ao tamanho dele de verdade. O óleo que ele derramou no meu ventre escorreu perfeitamente para ali, eliminando qualquer atrito, tornando a penetração incrivelmente fluida, mas densa.
Sinto a pressão subindo pela minha bacia, preenchendo cada canto vazio do meu ser, me completando de um jeito que me faz esquecer como se respira.
Meus braços soltos finalmente encontram o caminho das costas largas dele. Minhas mãos espalham-se pela pele quente de Cael, minhas unhas cravando-se nos músculos tensos dos seus ombros conforme ele afunda mais um pouco, ganhando terreno de forma implacável e doce.
Olho fundo nos olhos dele, vendo a mandíbula dele se travar, os músculos do seu pescoço se retesarem conforme ele sente o aperto da minha intimidade contra o seu pau. Ele solta um gemido baixo, abafado contra a minha boca, enquanto continua o movimento de descida, empurrando até que não sobre mais nenhum espaço entre nós.
Quando a bacia dele finalmente b**e contra a minha, em um encaixe perfeito, eu enterro o meu rosto no pescoço dele, choramingando baixinho.
O preenchimento é absoluto. Estou totalmente preenchida pelo homem que comanda a minha mente há meses e que agora, com uma doçura possessiva que eu nunca imaginei que ele possuísse, comanda o meu corpo.
Ele para ali dentro por alguns segundos, nos mantendo colados, deixando que nossos corpos se acostumem com a imensidão daquele encaixe. Cael distribui beijos lentos pela linha da minha mandíbula, subindo até a minha testa, a respiração dele pesada e quente contra a minha pele.
- Você sente isso, Hannah? - ele sussurra contra os meus lábios, iniciando uma estocada lenta, puxando quase todo o pau para fora apenas para empurrar de volta com uma profundidade que me faz arquear o peito. - Sente o quanto você me tem nas mãos? Olhe para mim.
Eu abro os olhos com dificuldade, o prazer daquela lentidão me deixando zonza. O movimento dele é um vai e vem torturante, compassado, carinhoso na forma como ele me acolhe nos seus braços, mas absurdamente possessivo na maneira como ele me crava no colchão a cada investida lenta.
O óleo chia baixinho entre as nossas peles unidas, e a sensação de sentir cada ranhura dele me tocando por dentro, sem pressa, me leva a um estado de entrega que eu nunca pensei ser capaz de alcançar.
A lentidão com que ele se move dentro de mim começa a se transformar em uma agonia deliciosa.
Cada centímetro que ele puxa para fora me deixa vazia, e cada investida profunda, embora carregada daquela doçura inesperada, faz minha bacia clamar por força, por velocidade, pelo ritmo brutal que eu sei que ele está segurando.
O óleo morno que nos envolve parece ferver entre a nossa pele, eliminando qualquer barulho que não seja o som úmido e nítido dos nossos corpos perfeitamente encaixados.
- Cael... - meu sussurro sai arrastado, as minhas mãos subindo das costas dele para os seus cabelos, os meus dedos se enroscando nos fios escuros com uma urgência que ele capta no mesmo instante. - Mais... por favor, mais rapido...
Os olhos azuis dele, fixos nos meus, parecem inflamar.
A calmaria solene do início quebra com o meu apelo, e a expressão dele volta a ser a do homem possessivo e implacável de antes. Ele solta um rosnado baixo, a mandíbula travando com tanta força que os músculos do seu pescoço saltam sob a iluminação âmbar do quarto.
Ele não avisa quando muda o ritmo.
Cael recua quase todo o pau e, em seguida, se afunda contra mim. O impacto do corpo dele batendo contra o meu faz a cabeceira estalar e arranca um grito agudo da minha garganta.
O compasso lento se desfaz em segundos, transformando-se em um massacre de investidas brutais, profundas e ritmadas.
Ele me se enterra em mim com precisão cirúrgica, o pau grosso raspando em cheio no meu ponto mais sensível a cada descida.
Minhas unhas cravam em sua pele, deslizando por suas costas, arranhando tamanho prazer que me consome.
antes que a minha mente vire um borrão completo, ele se move para nos prender ainda mais naquele turbilhão.
Ele enfia uma das mãos por baixo do meu quadril, os dedos calejados se cravando na carne da minha nádega, erguendo a minha bacia do colchão com uma facilidade ridícula. O ângulo muda completamente; a elevação me deixa ainda mais aberta, vulnerável e exposta ao tamanho dele. Ele me puxa com força para mais perto, esmagando o meu corpo contra o dele, fazendo com que cada investida bata direto e fundo.
- Ah, caralho, Cael! - Eu enterro as unhas nos ombros dele com mais força, jogando a cabeça para trás, revirando os olhos, e sentindo cada movimento dele.
Ao mesmo tempo em que a mão dele me suspende e o pau me esmaga por dentro, a outra mão livre dele desce. Os dedos longos e úmidos do óleo de massagem encontram o caminho da minha intimidade que já estava dormente de tanto desejo.
Cael começa a masturbar o meu clitóris com movimentos rápidos, pesados e circulares, esmagando o pequeno botão de carne enquanto continua a me penetrar sem um milímetro de piedade.
É um massacre sensorial.
Eu estou livre das algemas, mas me sinto dez vezes mais presa ao corpo dele do que antes. Não há para onde fugir.
A boca dele ataca o meu mamilo direito, sugando a carne com uma força selvagem, a língua áspera lambendo a ponta rígida enquanto os dentes dão mordidas ariscas que me fazem gritar contra o seu ombro. Embaixo, a mão dele me esmaga o clitóris; no meio, o pau dele entra e sai como uma estaca quente; em cima, a boca dele me devora.
O som no quarto se torna uma sinfonia caótica de puro pecado: o rangido rítmico da cama de ferro forjado, o estalo da carne batendo com força por causa do óleo, os meus xingamentos misturados a gemidos inconsequentes e os rosnados possessivos dele no meu ouvido.
- Porra, Hannah...- ele cospe a palavra contra a minha pele, o peito arfando, o suor da testa dele pingando no meu colo.
- Você é minha... apenas minha está ouvindo...
O ritmo dele fica ainda mais caótico, os dentes dele arranhando a minha clavícula enquanto a mão dele lá embaixo esfrega a minha carne sem parar, me levando ao limite absoluto.
O meu quadril responde às estocadas de forma frenética, a pele deslizando contra a dele em uma fricção ardente.
- E ninguém toca no que é meu.

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