Hannah Brooks.
Tento puxar o braço num reflexo de pânico erótico, e o som da corrente de aço ecoa pelo quarto, estalando contra o ferro da cama. É inútil. Em segundos, Cael repete o processo com o meu pulso esquerdo.
Ele puxa meu braço para cima, ajusta a segunda algema de couro e a trava no outro anel de ancoragem.
Estou completamente entregue.
Vendada, com os braços esticados e presos acima da cabeça, as pernas abertas no meio da cama e o corpo totalmente nulo de defesas sob o olhar faminto do meu chefe.
O frio na barriga é tão intenso que chega a doer, e a sensação de impotência me dá um choque de tesão tão violento que sinto minha intimidade pulsar no escuro, implorando por ele.
Ouço o movimento abafado dos dele no colchão conforme ele engatinha de volta, posicionando-se bem entre as minhas coxas abertas. A respiração dele b**e quente direto no meu ventre, e eu tensiono cada músculo, esperando pelo impacto.
O impacto que eu tanto esperava não vem.
Em vez do peso do corpo dele esmagando o meu, ou da invasão grossa e violenta do seu pau que o meu corpo escravizado pelo tesão implora para sentir, o que recebo é o vazio.
A escuridão da venda se torna ainda mais claustrofóbica quando percebo que ele se afastou um pouco, o colchão subindo de leve enquanto ele muda de posição.
- Cael... - chamo, e a minha voz sai arrastada, crua, completamente despida daquelaa arrogancia de sempre. Eu puxo os meus pulsos num reflexo involuntário, e o som metálico das correntes das algemas batendo contra o ferro da cabeceira ecoa pelo quarto como um lembrete cruel da minha total impotência. - Porra, não me deixa no escuro.
Sem qualquer aviso, sinto a mão imensa de Cael se espalmar com força no meu ventre, me pressionando contra o colchão, enquanto os dedos da outra mão atacam a minha intimidade de forma implacável.
Ele enterra dois dedos de uma vez dentro de mim, um enfio grosso e profundo que faz meu corpo inteiro se arquear contra as algemas. As correntes na cabeceira estalam violentamente na madeira conforme eu puxo os braços, chocada com a intensidade do toque.
- Cael... - meu gemido sai rasgado, agudo, ecoando pelo quarto escuro.
Ele não tem pressa, mas não tem nenhuma sutileza. Ele começa a mover os dedos dentro de mim em um ritmo forte, firme, estocando a minha carne encharcada enquanto o polegar dele esmaga o meu clitóris com movimentos circulares e pesados.
O som úmido dos dedos dele me masturbando invade meus ouvidos, me deixando completamente entorpecida no escuro.
- Olhe para você, garota. Totalmente entregue. - ele sussurra, a voz rouca impregnada de uma satisfação maligna. Sinto a respiração quente dele bater direto na minha bochecha conforme ele se inclina. - Está ensopada. O seu orgasmo lá fora não serviu de nada, não é? Você continua faminta.
- Você é muito mais competente de boca fechada chefinho. - provoco, sentindo a tensão no meu baixo ventre aumentar. - Porra... Cael...
Ofego ao sentir um tapa em minha região íntima.O dedo que estava pressionando o meu clitóris se afasta.
O sumiço repentino do estímulo me causa um choque de vazio tão doloroso que eu quase choro. Em vez de me penetrar, Cael usa dois dedos para abrir as minhas pétalas com força, expondo a minha carne ultra-sensível ao ar condicionado gelado do quarto. O contraste me faz estremecer por completo.
Ele começa a passar as pontas dos dedos ao redor da minha entrada, traçando círculos lentos, torturantes, raspando a unha de leve nas bochechas da minha bacia, mas nunca tocando onde eu realmente preciso.
Ele entra com a falange de um único dedo, arrasta para fora devagar, e depois repete o processo na minha lateral. É uma tortura milimétrica. Ele sabe exatamente onde dói de tanto desejo, e evita o ponto de propósito.
- Diga-me o que você quer garota. - a voz dele ecoa com aquele tom firme.
Meu gemido de frustração ecoa quando mais uma vez o seu toque some. Me deixando quase a beira de um colapso.
- Eu perguntei o que você quer, porra. - ele repete, e sinto a boca dele roçar no meu pescoço, os dentes dando uma mordida arisca na minha pele que me faz soltar um ganido.
- Você... você sabe que eu quero... - tento responder, meu peito subindo e descendo de forma frenética, meus mamilos roçando no ar, completamente rígidos.
- Eu não sei de nada até você usar as palavras certas - ele avisa, desferindo um tapa estalado e firme na parte interna da minha coxa esquerda. O impacto arde na minha pele, enviando uma descarga elétrica direto para a minha bufa que me faz dar um sobressalto na cama. - Vamos senhorita Brooks... é so me dizer como você quer que eu te foda garota...
O estalo das correntes acompanha o meu desespero.
Estou completamente aberta, vendada, com a intimidade exposta e implorando por um toque decente daquele homem que passou meses me olhando como se quisesse me devorar viva em cada canto daquela maldita mansão.
A humilhação de ter que pedir se mistura com o tesão mais violento que já senti na vida.

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