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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 101

Hannah Brooks.

O silêncio que se instala no quarto é tão denso que consigo ouvir o estalo sutil da madeira sob os nossos pés e o som da minha própria saliva descendo pela garganta seca.

Olho para o reflexo no espelho mais uma vez, tentando buscar aquela Hannah blindada e cheia de respostas ácidas na ponta da língua, mas tudo o que vejo é uma garota de peito arfante, as bochechas coradas pelo sexo de minutos atrás e os olhos fixos no homem que me encurrala por trás.

Cael continua com as mãos espalmadas nas minhas costelas, os polegares subindo e descendo em uma carícia lenta que parece mais um mapeamento de território. O calor que emana dele é sufocante, um contraste violento com o ambiente climatizado.

- O que foi, amor? - a voz dele ecoa bem perto do meu ouvido, aquele tom aveludado e arrastado que ele usa quando sabe que ganhou a jogada. - Cadê a audácia de quem queria me castrar lá fora? O gato comeu a sua língua?

Eu respiro fundo, forçando meus lábios a se curvarem em um sorriso de escárnio, embora meu estômago esteja dando nós de tanta antecipação. Viro o rosto ligeiramente de lado, tentando encará-lo de soslaio.

- Só estou avaliando o seu bom gosto, Chefinho. - rebato, minha voz saindo um pouco mais trêmula do que eu gostaria, denunciando o meu blefe. - Embora eu ache que você exagerou um pouco na decoração. Anéis de aço na cabeceira? Você é um CEO ou um carrasco medieval nas horas vagas?

Um riso baixo, soturno e completamente sem pressa vibra no peito dele contra as minhas costas. Cael não se abala com a minha provocação; pelo contrário, parece alimentado por ela.

- Eu sou um homem que gosta de garantir que as coisas fiquem exatamente onde eu as deixei - ele sussurra, os lábios roçando na linha da minha mandíbula, me causando um arrepio que faz meus mamilos se contraírem ainda mais. - E você, garota... tem uma péssima mania de tentar fugir quando o jogo aperta.

Sem pressa, ele afasta o corpo do meu. Sinto falta do calor dele quase que instantaneamente, mas permaneço estática, observando pelo espelho enquanto ele caminha com aquela imponência natural até o painel iluminado na parede.

Os músculos das costas largas dele se retesam quando ele ergue a mão direita e, com dedos longos e precisos, retira uma longa faixa de tecido dali.

Uma venda. De seda pura, preta, que escorre pelos dedos dele como fumaça sólida.

Engulo em seco de verdade agora. O frio na minha barriga se transforma em uma descarga pura de adrenalina.

- Cael... - meu tom de aviso sai quase como um sussurro necessitado.

Ele se vira, segurando a fita de seda entre as mãos, e caminha de volta na minha direção. Os olhos azuis dele estão completamente escuros, fixos em mim com uma fome que me faz dar um passo involuntário para trás, mas minhas costas batem direto contra a parede oposta.

Estou encurralada.

- Você passou meses testando a minha paciência com esse jogo de gato e rato, garota.- ele diz, parando a milímetros do meu corpo, me obrigando a olhar para cima para sustentar seu olhar. - Você quis ditar as regras na espreguiçadeira, quis me ver desarmado. Eu fiz a sua vontade. Mas aqui dentro, o controle é meu.

Ele ergue as mãos, passando a fita de seda por trás da minha cabeça.

- Espera, chefinho, eu não acho que... - tento começar, mas ele não me deixa terminar.

Antes que qualquer outra palavra ácida escape da minha boca, Cael avança. Ele me puxa para si, a mão esquerda dele se crava na minha nuca, os dedos se enroscando nos meus cabelos com uma força possessiva, não me machuca, mas envia sensações ao meu corpo que eu não saberia descrever, enquanto a boca dele ataca a minha em um beijo devastador.

Não há sutileza ali; é uma reivindicação. A língua dele invade a minha boca com uma urgência violenta, me roubando o ar, o chão e qualquer capacidade de raciocínio. Eu me entrego ao impacto, agarrando-me aos ombros largos dele enquanto meu corpo amolece por completo sob o peso do seu beijo.

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