Cynthia tocou o próprio rosto.
— Ah? Está? Deve ser porque o elevador estava cheio e abafado.
Lisa disse.
— Sua mesa é por aqui, venha comigo.
— O décimo sétimo andar inteiro é do nosso departamento. — Lisa guiou Cynthia para dentro. — Aqui é a área de trabalho, e ali a área de descanso, com copa, sala de reuniões e uma área de lanches.
— Esta é a sua mesa, ao lado da minha. — Lisa apontou para um escritório não muito longe. — Aquele é o escritório do nosso diretor, nosso chefe direto.
Então, Lisa piscou para Cynthia.
— O diretor se chama Gerson Soares, um homem muito bonito. Ele não está hoje, mas amanhã você o conhecerá.
Nesse momento, um homem se aproximou da copa com uma xícara de café.
— É você? — O homem parou, olhando Cynthia de cima a baixo. — Ah, então você é a nova assistente.
Lisa bufou.
— O diretor me pediu para te orientar. Caio, não se atreva a implicar com a novata.
— Hmph. — Caio sorriu com desdém e voltou para sua mesa.
Lisa disse a Cynthia.
— Não ligue para ele. Somos todos assistentes do diretor, temos o mesmo nível. Você não precisa se submeter a ele.
Cynthia sorriu levemente.
— Certo, obrigada, Lisa.
Lisa entregou um documento a Cynthia.
— Dê uma olhada nisso primeiro. São algumas das tarefas que fazemos no dia a dia. Se tiver alguma dúvida, pode me perguntar.
— Ok. — Cynthia pegou o documento e começou a ler.
Alguns minutos depois, a administradora do departamento apareceu e entregou alguns formulários para Cynthia preencher.
Depois de preenchê-los, a administradora deu a Cynthia um crachá e a levou para registrar suas impressões digitais no controle de acesso.
A administradora disse.
— Meu nome é Letícia Leitão, sou a administradora do nosso departamento. Vou te apresentar aos colegas, pois vocês terão interações de trabalho no futuro.
— Certo.
Letícia levou Cynthia para se apresentar aos colegas.
— Bom dia a todos. Esta é a nossa nova colega, a assistente do diretor, Cynthia.
Cynthia sorriu e cumprimentou a todos.
— Olá a todos, meu nome é Cynthia Laginha. Conto com a ajuda de vocês.
— Olá.
— Olá.
Bruna e Cynthia estavam sentadas no sofá da sala, conversando.
— Cynthia, como foi seu primeiro dia de trabalho na empresa da minha família?
— Foi ótimo. A colega que está me orientando é muito legal.
Cynthia não contou a Bruna sobre o incidente com Caio no elevador.
Se fosse uma amiga comum, Cynthia teria aproveitado para desabafar, mas a identidade de Bruna era especial. Ela era a herdeira do Grupo Machado e agora sua cunhada.
Se ela contasse, conhecendo o temperamento de Bruna, ela provavelmente a defenderia.
E então todos saberiam que ela era a esposa do presidente do Grupo Machado.
Nesse caso, ela não conseguiria trabalhar normalmente na empresa.
Cynthia entrou no Grupo Machado por mérito próprio e só queria trabalhar com dedicação, ser promovida com base em suas habilidades, e não desfrutar da bajulação de alguns por ser a "Sra. Machado" e ser acusada de conseguir o emprego por apadrinhamento.
Bruna disse de repente.
— Cynthia, depois de amanhã eu volto para Porto do Sopro Solar.
— Ah? Por que tão de repente?
Bruna sorriu.
— Agora que você está casada com meu irmão, não faz sentido eu ficar aqui segurando vela o tempo todo.
— O que você está dizendo? Ter você aqui comigo me deixa mais do que feliz. Não se chame de vela. Além disso, Anselmo e eu temos apenas um casamento de conveniência...

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