Cynthia abriu a boca e comeu o pedaço de bolo da mão dele.
— Está gostoso?
— Sim, está delicioso.
Anselmo pegou outro pedaço com o garfo.
Cynthia comeu obedientemente.
A relação entre os dois se tornava cada vez mais íntima.
Cynthia já estava acostumada com esses gestos de Anselmo.
Ela comeu o pequeno bolo com docilidade.
Anselmo passou o polegar suavemente pelo canto da boca de Cynthia, limpando um pouco de creme branco.
Sua voz era baixa e magnética.
— Está doce?
Foi como se uma corrente elétrica percorresse seu corpo, deixando-a toda arrepiada.
Ela assentiu.
— Doce.
Assim que as palavras saíram, Anselmo se inclinou e a beijou.
A respiração de Cynthia ficou descompassada, e suas mãos instintivamente se agarraram ao pescoço de Anselmo.
Ele a pressionou contra a beirada da mesa do escritório, beijando-a com uma paixão profunda e demorada.
O beijo durou muito tempo.
Tempo suficiente para levar uma bronca inteira.
Quando o beijo terminou.
Ambos estavam com a respiração ofegante.
Os olhos escuros e profundos do homem brilhavam com desejo.
Ele fixou o olhar nos olhos de Cynthia e disse com a voz rouca.
— Realmente, muito doce.
Antes de sair, Cynthia foi ao banheiro para arrumar sua aparência, certificando-se de que seu rosto parecia normal antes de descer.
De volta à sua mesa, Lisa perguntou, preocupada.
— Como você está? O Sr. Machado te tratou mal?
Cynthia balançou a cabeça.
— Não, ele só perguntou sobre o que aconteceu.
— E o prejuízo de dois milhões e quinhentos mil?
— A empresa vai processar o Caio e buscar a responsabilização legal dele.
— Que bom, isso me assustou muito. — Lisa disse, colocando a mão no peito. — Fiquei com medo de que o Sr. Machado te fizesse chorar de tanto gritar.
Cynthia riu.
— O Sr. Machado é tão assustador assim?
— É sim. — Lisa disse, muito séria. — Uma vez, uma garota do departamento de vendas cometeu um erro grave que causou um prejuízo para a empresa. Ela saiu do escritório do Sr. Machado chorando.
Cynthia comentou.
— Isso soa realmente assustador.
— Cynthia, eu te acusei injustamente ontem e te critiquei um pouco. Peço desculpas.
Cynthia rapidamente acenou com as mãos.
— Não foi nada, Sr. Soares. Era seu dever me criticar, não precisa se desculpar. Afinal, eu também tive culpa por não ter guardado o contrato devidamente.
Gerson sorriu gentilmente.
— Cynthia não é apenas competente no trabalho, mas também não guarda rancor.
Cynthia respondeu.
— O senhor está me elogiando demais, Sr. Soares.
— Bem, aproveitem o jantar. Eu vim com amigos. — Disse Gerson.
Cynthia disse.
— Certo, Sr. Soares.
Lisa acrescentou.
— Tenha um bom jantar, Sr. Soares!
Gerson se foi.
— E então? O Sr. Soares não é uma ótima pessoa? — Lisa disse, sorrindo. — Não é muito mais acessível que o Sr. Machado?
Cynthia pensou consigo mesma: "Anselmo não é tão assustador assim, ele na verdade é muito gentil."
Mas ela não podia dizer isso.
Apenas sorriu e concordou.
— Sim, sim.

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