O Departamento de Tecnologia da Informação ficava no décimo sétimo andar. Esperar o elevador subir e descer com tantas paradas certamente os atrasaria.
Nesse momento, algumas pessoas que não conseguiram entrar no elevador de repente começaram a cumprimentar alguém em uma certa direção.
— Bom dia, Sr. Machado.
— Sr. Machado, bom dia.
— Sr. Machado.
Ao ouvir "Sr. Machado", o coração de Cynthia deu um salto.
— Bom dia, Sr. Machado! — Lisa, ao seu lado, de repente puxou Cynthia pelo braço e sussurrou. — Rápido, cumprimente. É o nosso presidente.
Cynthia, atordoada, abaixou a cabeça e cumprimentou.
— Bom dia, Sr. Machado.
Era a primeira vez que ela cumprimentava Anselmo dessa maneira, e a sensação era estranha.
Com a cabeça baixa, Cynthia viu um par de sapatos de couro parar à sua frente.
Quando Anselmo parou, seus dois assistentes também pararam atrás dele.
Victor, ao ver Cynthia, ficou surpreso.
*Não é a senhora?*
*Ela veio trabalhar no Grupo Machado?*
Victor ficou chocado por dentro, mas manteve a compostura por fora.
Anselmo perguntou de repente.
— Não conseguiram entrar no elevador?
Além de Cynthia e Lisa, havia mais três pessoas que não conseguiram entrar.
A pergunta não foi dirigida a ninguém em particular, então os colegas presumiram que o presidente estava se dirigindo a todos eles.
Alguém respondeu.
— Sim, Sr. Machado.
Anselmo caminhou até seu elevador privativo, abriu a porta e disse.
— Venham comigo.
Todos ficaram lisonjeados e surpresos.
Assim que se deram conta, correram para o elevador privativo do presidente.
— Caramba, que sorte danada hoje! Podemos usar o elevador privativo do presidente. Vamos, Cynthia. — Lisa puxou Cynthia em direção ao elevador.
Cynthia finalmente entendeu. Aquele era o elevador exclusivo de Anselmo. Não era de admirar que ninguém estivesse esperando ali antes.
Cynthia entrou no elevador.
Lá dentro, Victor passou um cartão e perguntou em que andar eles iriam.
— Décimo terceiro.
O coração de Cynthia disparou.
O elevador parou no décimo terceiro andar e duas pessoas saíram.
Com menos gente, havia um pouco mais de espaço.
A respiração de Cynthia ficou um pouco mais apertada, com medo de que alguém visse.
Anselmo mudou a posição de sua mão, entrelaçando seus dedos nos dela.
O coração de Cynthia parecia mergulhado em mel, doce e palpitante.
Ao mesmo tempo, ela estava um pouco nervosa.
Felizmente, todos no elevador olhavam para a frente, sem desviar o olhar, e ninguém olhou para baixo.
Além disso, eles estavam no canto dos fundos. Mesmo que alguém olhasse para baixo, sem se virar deliberadamente, não veria suas mãos entrelaçadas.
*Ding*. As portas do elevador se abriram no décimo sétimo andar.
Anselmo soltou a mão de Cynthia.
Cynthia mordeu o lábio levemente e saiu do elevador.
— Oito e cinquenta e oito, ainda bem que não nos atrasamos. — Lisa saiu do elevador e foi registrar o ponto no leitor de impressão digital na entrada.
Depois de registrar, ela se virou para Cynthia e disse.
— Vou te mostrar sua mesa... Ué? Por que seu rosto está tão vermelho?

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