O preconceito no coração das pessoas é como uma grande montanha.
Há coisas que, não importa como você tente provar ou explicar, aqueles que não acreditam continuarão a não acreditar.
Essa era a razão pela qual Cynthia não confrontou Patricia e Ariadne para esclarecer a situação.
Não importava o que dissesse, elas não acreditariam.
A menos que Cynthia mostrasse sua certidão de casamento com Anselmo.
Mas, por enquanto, não era necessário.
Caio já tinha ido embora, e ninguém mais a estava hostilizando deliberadamente.
Aqueles que não acreditavam nela apenas cochichavam pelas costas, sem causar nenhum dano real.
Cynthia se esforçou para não pensar nas palavras ruins e se concentrou totalmente em seu trabalho.
...
— Reunião de turma? — Carolina franziu a testa.
O homem à sua frente assentiu.
— Sim, uma reunião de turma da Cynthia. O Yadson também vai.
Em um café, Carolina usava máscara e um boné, cobrindo-se completamente.
O homem sentado à sua frente era um dos homens de Yadson, chamado Sérgio Amorim.
Anteriormente, Yadson havia pago Sérgio para investigar o endereço de Cynthia em Horizonte Azul e as informações hospitalares de Daniela, mas Sérgio não encontrou nada, e Yadson o repreendeu.
Da última vez que Yadson falou com Sérgio ao telefone, Carolina estava do lado de fora da porta e ouviu tudo.
Carolina conhecia Yadson há muitos anos e, agora que estavam noivos, morava na casa da família Fernandes, então conhecia bem o círculo social dele.
Ela sempre soube da existência de Sérgio, e não foi difícil contatá-lo.
Alguns dias antes.
Carolina encontrou Sérgio e empurrou um envelope grosso em sua direção.
— De agora em diante, sempre que o Yadson te pedir para investigar algo relacionado à Cynthia, me avise imediatamente.
Sérgio hesitou.
— Dia trinta deste mês, às sete e meia da noite, no Açorda Lisboeta, perto da Universidade do Porto do Sopro Solar.
— Certo, entendi. — Carolina entregou ao homem um envelope cheio de dinheiro.
Sérgio pegou o dinheiro.
— Mais uma coisa.
— O quê?
— Cynthia se casou.
Os olhos de Carolina se arregalaram em choque.
— O marido dela parece ser um homem bem comum. Yadson me pediu para investigar o marido de Cynthia nos últimos dias, mas não há nenhuma informação sobre ele. Ele só descreveu a aparência do homem, disse que não é bonito, não tem muito dinheiro e dirige um carro de uns cem mil.
Um sorriso brilhou nos olhos de Carolina, e uma alegria imensa tomou conta dela.
Cynthia estava casada, e com um homem comum.
Essa foi, sem dúvida, a melhor notícia que ela ouviu em muito tempo.

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