— Sim, sim, os homens não têm coração, então não sofra por alguém que não tem coração. Escute, vamos parar de beber e ir para casa, querida. Vamos para casa.
As duas amigas mal conseguiam ouvir, consumidas pela dor e pela raiva, amaldiçoando os homens infiéis.
Enquanto elas praguejavam, Cynthia as consolava, pensando consigo mesma que nunca mais as deixaria beber.
As duas ficavam terríveis quando bêbadas.
De tanto consolar, Cynthia ficou com a boca seca.
Ela pegou seu suco e bebeu de um gole só.
— Chega, chega. Vamos para casa e continuar xingando os canalhas lá, ok? — Cynthia pegou o celular para chamar um carro.
— Berta, onde você mora?
Berta desabou no sofá, completamente inconsciente.
Cynthia ficou em um impasse.
Ela não sabia o endereço exato de Berta.
Quanto ao endereço de Lisa, ela sabia, mas se levasse Berta para a casa de Lisa, duas bêbadas sozinhas, sem ninguém para cuidar delas, ela não ficaria tranquila.
Melhor reservar um quarto de hotel e passar a noite com elas.
Com isso em mente, Cynthia enviou uma mensagem a Anselmo para avisá-lo.
[Lisa e Berta estão bêbadas. Vou reservar um quarto de hotel para cuidar delas, não volto para casa hoje à noite.]
Menos de um minuto depois de enviar a mensagem, Anselmo ligou de volta.
— Onde você está?
— No Bar do Maracujá.
— Me espere. — Anselmo disse essas duas palavras e desligou.
Cynthia sentou-se no sofá, esperando obedientemente por Anselmo.
Lisa encostou-se no ombro de Cynthia, murmurando xingamentos contra o ex-namorado, também completamente inconsciente.
Enquanto estava sentada, Cynthia de repente sentiu uma tontura.
Será que o efeito do vinho de frutas estava chegando?
Gradualmente, ela percebeu que algo estava errado.
Seu corpo ficava cada vez mais mole, sem força alguma.
O mais estranho era uma sensação de vazio em seu corpo, e sua temperatura começou a subir.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Três Anos Desperdiçados em Troca da Verdadeira Felicidade