"As roupas vermelhas e o teto esverdeado, o lótus floresce.
Em pares, há o amor.
Essa brisa suave sopra em direção às belas flores.
..."
Vânia ficou imóvel, encarando o bolo de osmanthus, com as bochechas cheias. As emoções reprimidas dentro do peito surgiram, e não se acalmou por um bom tempo.
— Vânia!
Sandro correu para o lado dela segurando duas caixas grandes de doces. Ele estava cheio de culpa. — Desculpe, a culpa é minha. Cheguei tarde, a última caixa de bolo de osmanthus acabou de ser comprada...
Ao notar a caixa na mesa, a expressão de Sandro fechou.
Não era preciso pensar muito para saber quem a havia deixado ali.
— Sr. Dourado.
Vânia levantou a cabeça aos poucos, olhou fixamente para os olhos escuros do homem e perguntou pausadamente: — Na noite do sequestro... foi o João quem me salvou?
O peito de Sandro apertou, e a garganta ficou presa. — Sim. Você se lembrou?
Vânia franziu os lábios empalidecidos, e uma gota de suor surgiu em sua testa lisa e escorreu lentamente.
— Naquela noite, ele te encontrou antes de mim, e acabamos nos deparando em frente à casa alugada onde você foi sequestrada. Depois, ele te levou para sua vila particular, a Villa São Lourenço, e chamou o Victor no meio da noite para te tratar.
Os olhos de Sandro ficaram vermelhos, e cada palavra que ele disse parecia uma facada no coração, cada palavra o fazia se perguntar o motivo de sempre estar um passo atrás. — Vânia, me desculpe, eu não deveria ter escondido isso.
Mas ele estava com muito medo.

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