Sérgio Dourado sorriu de canto. — Ah, que bom que o diretor José se lembra.
O peito de José Domingos apertou.
O advogado falou com severidade: — Policial Dourado, se o senhor suspeita do nosso presidente, então por favor apresente as provas diretamente, não faça suposições aqui, nós podemos processá-lo por difamação.
José riu friamente. — Hmph, eu sei o motivo de você me atacar tanto, não é por causa do seu irmão, Sandro Dourado?
A sobrancelha de Sérgio saltou.
— Volte e diga para Sandro parar de cobiçar a minha mulher.
José encarou os olhos claros do homem com hostilidade, apertando os dentes a cada palavra. — Eu não vou me divorciar, ele sempre será um amante que não pode ser assumido.
— Não, ele nem chega a ser um amante, no máximo, é um estepe que pode olhar, mas não tocar!
Sérgio apertou a caneta na mão de repente, as juntas dos dedos ficaram brancas, reprimindo a raiva que estava prestes a sair pela garganta.
Nesse momento, a porta da sala de interrogatório se abriu e um subordinado entrou:
— Capitão Dourado, a esposa do presidente do Grupo Domingos veio pagar a fiança de José Domingos.
Os olhos de José, escuros de exaustão, brilharam de repente. Ele apertou a gravata frouxa no colarinho com as duas mãos e olhou para Sérgio com provocação.
Na verdade, mesmo que Dona Domingos não viesse pagar a fiança, sem provas diretas, assim que dessem 24 horas, ele teria que soltá-lo de qualquer forma.
— Diretor José, quem anda muito à noite, mais cedo ou mais tarde, tropeça.
Sérgio sorriu levemente. — Da próxima vez, não será tão fácil sair daqui.

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