O rosto de Vânia Viana perdeu toda a cor. Seus dentes não paravam de bater.
Tanto João Freitas quanto Isaque Ribeiro eram homens de poder avassalador em Alvorada Central.
Eram figuras impiedosas que faziam qualquer um tremer de pavor.
Naquele momento, ela sentiu que não estava apenas em uma sala VIP do Lumina, mas no próprio corredor da morte, cercada por intenções assassinas!
Provavelmente, não sairia inteira dali nesta noite.
Mas se ela não escapasse viva, como iria vingar a morte de sua própria filha?
— Falando sério, irmão? — Isaque Ribeiro estalou o pescoço, com um brilho de excitação cruel nos olhos.
As mãos grandes e elegantes de João Freitas giravam suavemente a taça de cristal. Sua voz era grave e de tom indecifrável.
— Eu pareço estar brincando com você?
A frase soou como um sino fúnebre para ela.
A cabeça de Vânia Viana zumbiu, e a dor em seus tímpanos foi quase física.
Na penumbra, ela encarava os olhos arrebatadores, mas insondáveis, daquele homem.
Ela queria implorar. Queria chorar. Queria gritar.
Mas o medo entalou em sua garganta.
Isaque Ribeiro empurrou a bochecha com a língua, esboçando um sorriso maligno.
— Heh, com essa sua permissão, já está tudo resolvido.
Sandro Dourado abaixou o olhar, observando os olhos vermelhos como os de um coelho de Vânia Viana.
Ela mordia o próprio lábio com força. As lágrimas se acumulavam em seus olhos, mas ela se recusava obstinadamente a deixá-las cair.
Qualquer outra pessoa no lugar dela já estaria berrando e implorando por misericórdia. Ele já vira muito disso ao longo dos anos.
Mas aquela mulher tinha orgulho e atitude.
Não era tão frágil e indefesa quanto a sua aparência sugeria.
O sorriso de Isaque Ribeiro se tornou perverso.
Ele agarrou uma garrafa vazia de XO da mesa e a arremessou com brutalidade contra a cabeça de Vânia Viana!
— Isaque! — Sandro Dourado arregalou os olhos, advertindo-o com a voz severa.
Imediatamente, ele lançou um olhar para João Freitas.
O homem bebia de forma lenta e refinada. Porém, a aura gélida que exalava de sua postura era tão sufocante que prendia a respiração de todos ali.
Pálida como um fantasma, Vânia Viana ainda estava jogada no chão.
Ela apertou os olhos e tapou os ouvidos com as mãos em desespero.
A garrafa se espatifou na parede logo atrás dela, estourando em mil pedaços afiados.
Crash! Crash! Crash!


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