Suas pernas fraquejaram e, se não fosse o homem segurando a cintura dela, ela não conseguiria ficar de pé.
Finalmente, João parou.
— Fique longe de Rafael. — Ele falou no ouvido de Vânia com uma voz baixa e perigosa.
O corpo de Vânia tremeu. — Eu não queria chegar perto dele.
— Não queria?
João deu um sorriso malicioso. — Não queria conversar com ele naquela noite? Vânia Viana, não ache que Rafael pode ser o seu apoio.
Ninguém pode ajudar você, a não ser eu.
Em seguida, ele a soltou e recuou friamente.
Sem apoio, Vânia deslizou pela parede.
João deu um olhar obscuro e se virou.
— João...
Vânia de joelhos, olhou para baixo. — Mesmo que você continue a me maltratar, de que isso adianta?
O homem parou os passos.
— Mesmo que você me mate, a Srta. Freitas não vai viver de novo. E não importa como você aja contra mim... você não conseguirá me deixar com mais dor.
Vânia sorriu pálida. — Nós... estamos presos, lutando no escuro.
A morte de Nádia foi o suficiente para acabar com Vânia e também para ela tentar sobreviver.
O coração de Vânia estava doendo.
Ele não seria capaz de causar mais dor.
Os dedos de João se curvaram e as articulações ficaram pálidas, dando passos grandes e saindo.

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