A noite caiu no Bosque Imperial.
Sandro e Victor Dourado estavam sentados à mesa de jantar. Os pratos requintados já estavam prontos.
Combinaram de jantar juntos esta noite, e como ainda faltavam dois irmãos, não acharam que seria educado começarem a comer.
Sandro parecia calmo e relaxado, bebendo água enquanto folheava uma revista de finanças. Mas o glutão do Victor encarava seu prato favorito, joelho de porco cristalizado, com os olhos arregalados, salivando.
— Irmão, vamos comer primeiro. Você sabe como aqueles dois viciados em trabalho são, nunca têm tempo. — Victor engoliu a saliva.
Sandro sorriu, virando a página da revista. — Vamos esperar mais dez minutos.
Assim que ele disse isso, passos firmes e pesados entraram na sala de jantar.
— Vagner, não esperava que você voltasse mais cedo que o Sérgio. — Os olhos escuros de Sandro se curvaram ligeiramente.
— Irmão mais velho, terceiro irmão.
O quarto filho da família Dourado e irmão gêmeo de Victor, Vagner Dourado, que já havia tirado seu uniforme de promotor e vestido uma camisa branca e calças pretas confortáveis, aproximou-se da mesa de jantar. Ele puxou a cadeira e sentou-se elegantemente ao lado de Victor.
— Tsc, tsc, trabalhar no sistema é diferente, né? Você está cada vez mais parecido com um burocrata.
Victor lançou um olhar para o irmão, insatisfeito pelo atraso tê-lo feito demorar a comer, e começou a resmungar. — Trabalhe por mais alguns anos, e quando for promovido a ministro ou o que for, acho que você nem vai mais olhar para mim, seu próprio irmão, não é?
Vagner pegou o copo de água com suas mãos de articulações bem definidas, abaixou os olhos e tomou um gole. — Você nasceu nem um minuto antes de mim, por que eu deveria levar você em consideração?
Victor ergueu as sobrancelhas. — Um segundo antes ainda faz de mim seu irmão mais velho, por que você está reclamando?!
Vagner: — Parece que você ainda não está com fome, Victor, sua voz continua tão alta quanto sempre.
Victor: — Me chame de irmão!
Vagner: — Victor, vamos comer.
Ahhh! Que irmão mais irritante!
— Tudo bem, tudo bem, chega de brigar, vamos comer. — Sandro, sem saber se ria ou chorava, pegou os hashis.
Victor comeu com gosto, comendo tão rápido que parecia querer usar mãos e pés juntos; o apetite dele estava ótimo.
Vagner comeu um pouco, baixou os pauzinhos e de repente perguntou a Victor:
— Você já abraçou uma mulher?
— Ah? Por que a pergunta? — Victor ficou surpreso, os lábios brilhando de óleo de porco.

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